Expedição Anamauê cruza a divisa e chega ao Espírito Santo

Atletas da Expedição Anamauê.
Atletas da Expedição Anamauê.

Segue com tudo a 4ª edição da Expedição Anamauê que saiu na tarde da última quinta-feira (24/12/2020), da sede da Canoa Polinésia Pataxó, em Arraial D´Ajuda, no sul da Bahia, com destino a Niterói (RJ), na praia de Jurujuba, na base do Centro de Estudos do Mar – CEM.

Nesta terça-feira, dia 29, os seis remadores e velejadores percorreram cerca de 80 km da praia de Mucuri, a Costa Dourada, no extremo sul da Bahia e cruzaram a divisa chegando ao Espírito Santo desembarcando na praia da Barra Nova, no município de São Matheus. A previsão inicial era de parada em Conceição da Barra (ES), mas os velejadores aproveitaram as boas condições e deram um gás a mais esticando o percurso do dia.

A tripulação de atletas do Rio de Janeiro e Espírito Santo (dois niteroienses, um carioca, uma de Vitória e os demais de Regência) já percorreram mais de 300km, pouco mais de um terço do trajeto previsto de 650 milhas náuticas (cerca de 1000km).

Dos seis dias de expedição até aqui, eles navegaram e remaram em cinco deles. O primeiro destino foi a praia de Corumbau, no município de Prado (BA), depois desembarcaram na praia do Prado (BA). Condições ruins impediram que a tripulação saísse no dia 26. No dia 27 foram para Nova Viçosa navegando e remando por 80km. Na segunda-feira tiveram que abortar a chegada na divisa com o Espírito Santo por uma tempestade e desembarcaram na praia de Mucuri, a Costa Dourada.

Nesta quarta-feira a previsão é de uma velejada e remada de 100km (mais de 54 milhas náuticas), que pode ser a maior da tripulação com destino à Regência (ES) para a base central da Canoa Polinésia Pataxó comandada por Ranin Thomé.

“Nosso trajeto mais intenso e difícil até aqui foi de Nova Viçosa até Mucuri (Costa Dourada). Começamos sem vento, remamos aproximadamente três horas e meia até que chegou um vento de leste bem forte, condições ficaram mais duras e tivemos que mudar nosso destino final aportando na Costa Dourada”, disse Daniel Gnone, carioca e mais jovem da tripulação: “Avistamos a tempestade e a tripulação concordou em parar em Mucuri.O desembarque foi bem complicado para nossa canoa pesada, mas estamos abençoados e os Deus do Mar nos deixaram aportar. Foram ventos de 15 até 20 nós mais ou menos, ficamos todos bem”, seguiu Douglas Moura, de Niterói (RJ), um dos líderes da expedição.

O trajeto é inédito percorrendo o litoral sul da Bahia, todo o litoral do Espírito Santo, Norte, Região dos Lagos no Rio de Janeiro com previsão de término entre os dias 10 e 20 de janeiro de 2021. Os tripulantes estão dias inteiros no mar sem o auxílio de equipamentos eletrônicos, apenas bússola e carta náutica.

Ela está sendo feita por intermédio de uma canoa havaiana V6 adaptada com duas velas que ficou pronta em parceria com a CORE VA´A.

A expedição pode ser acompanhada pelo aplicativo SPOT pelo link e também pelo instagram da equipe @anamauevaa com fotos, vídeos e stories.

 https://maps.findmespot.com/s/FZ3J

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