Deputado Rodrigo Maia diz que Governo Bolsonaro abandonou preocupação com o controle dos gastos públicos

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, espera que reforma tributária seja votada no início de 2021.
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, espera que reforma tributária seja votada no início de 2021.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (22/12/2020) que o governo não tem demonstrado preocupação com o equilíbrio fiscal e o controle com os gastos públicos. Na sua avaliação, o governo está deixando de ser um governo popular para se tornar um governo populista. Segundo Maia, isso se deve à desorganização do Planalto.

“Tudo isso fica mais difícil quando o próprio governo tenta dar sinais trocados para a sociedade. O que é popular é o que cabe no orçamento público, o que é populista é que a gente promete e o estado não tem como pagar”, disse.

Reformas

Em relação à reforma administrativa, Maia disse que não acredita que o governo gaste a energia necessária para bancar a proposta no Congresso. Ele também disse esperar que, após a sucessão no comando da Câmara, o governo decida votar a reforma tributária em 2021.

“A reforma tributária está bem avançada, o que tenho medo é se o governo vai continuar numa pauta onde se respeita o gasto publico ou se vai para outro caminho. Hoje eu acho que o governo não vai gastar a energia necessária para colocar de pé a PEC da reforma administrativa. A tributária tem muito consenso, tem muito apoio e espero que o governo possa tirar a emoção que teve comigo em relação a esse tema”, criticou.

PEC dos municípios

Maia também criticou a base governista por obstruir a votação da PEC 391/17, que aumenta em 1 ponto percentual os repasses de alguns tributos da União para as cidades, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A proposta custará cerca de R$ 35 bilhões ao governo. Segundo presidente da Câmara, o texto vai ser pautado ainda hoje, mas vai avaliar com a equipe econômica a situação fiscal do governo.

“Doze meses para pautar virou uma PEC surpresa? Interessante. Qual a posição do governo? Vão liberar a votação? Vão desmoralizar o Paulo Guedes?”, ironizou.

Prisão de Crivella

Maia considerou a prisão do Marcelo Crivella abusiva. Segundo o presidente da Câmara, o prefeito tem residência fixa e poderia ser investigado sem ser exposto. Para Rodrigo Maia, o objetivo da ação é “criminalizar a política”.

*Com informações da Agência Câmara.

Redação do Jornal Grande Bahia
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