Pesquisa sobre mobilidade urbana revela que 41% das pessoas em municípios com mais de 250 mil habitantes se deslocam a pé para o destino escolhido

Infográfico apresenta dados sobre mobilidade urbana em municípios com mais de 250 mil habitantes.
Infográfico apresenta dados sobre mobilidade urbana em municípios com mais de 250 mil habitantes.

Dados divulgados no guia ‘Como ter um transporte público eficiente, barato e com qualidade na sua cidade’ revelam que 96% dos cidadãos usam ruas e avenidas das cidades e 4% utiliza sistemas metroferroviários, destes, 2% utiliza bicicleta, 4% motocicleta, 25% automóvel, 28% transporte coletivo tipo ônibus, vans, BRT, VLT, metrô e trens, enquanto outros 41% se deslocam a pé para realizar a mobilidade urbana em municípios com mais de 250 mil habitantes.

Aproximadamente, 1/3 do total usa transporte público, 1/3 usa o transporte individual motorizado (carros e motos) e 1/3 usa meios de transporte (modais) não motorizados — anda a pé ou de bicicleta, na mobilidade urbana dos municípios com população acima de 250 mil habitantes.

O guia informa que serviço de ônibus de caráter urbano é estruturado em nível municipal ou estadual, no caso das ligações metropolitanas, e é prestado por cerca de 1.800 empresas privadas concessionárias, com frota estimada de 107 mil ônibus, que atendem 2.901 municípios.

O setor é responsável por gerar 406 mil empregos diretos. Antes da pandemia, o transporte público por ônibus urbano no Brasil realizava quase 40 milhões de viagens de passageiros por dia.

Proposta para debater nas eleições de 2020

Entidades de transporte público, ONGs, especialistas e empresas privadas divulgaram publicação para orientar os políticos eleitos nas eleições municipais de 2020 com ações referentes ao setor. O documento possui propostas ligadas ao transporte coletivo e foi dividido em oito temas, tais como: transparência, infraestrutura, financiamento, ações emergenciais, entre outros.

No guia ‘Como ter um transporte público eficiente, barato e com qualidade na sua cidade’, os autores da publicação apresentam sugestões que podem ser implementadas entre 2021 a 2024, período do mandato a ser exercido pelos eleitos.

um dos objetivos do guia é fornecer aos gestores públicos propostas de fácil implementação, diz Rodrigo Tortoriello, secretário extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, uma das entidades signatárias do documento.

“Melhorar o transporte público não necessariamente exige grandes somas de dinheiro. O próprio guia mostra isso, expondo medidas que podem ser implementadas rapidamente e de baixo custo e que trazem resultados positivos à sociedade”, explica.

O principal direcionamento do guia refere-se a ações de melhoria dos ônibus urbanos, que respondem a 85,7% dos deslocamentos de pessoas em transporte público nos municípios brasileiros.  O documento aponta soluções para a falta de recursos e linhas de crédito que impedem ou retardam as melhorias na infraestrutura urbana.

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) também contribuiu com as propostas. Otávio Cunha, presidente-executivo da entidade, afirma que um dos entraves para a melhoria do setor é a forma de seu financiamento, que é sustentado pelos passageiros. De acordo com ele, uma das soluções para o problema seria toda a população pagar tarifas públicas de transporte, independente de usá-lo ou não, seguindo exemplos de países mais ricos.

“No Brasil, apenas o passageiro sustenta o serviço. O transporte de qualidade tem custo elevado. Essa tarifa que a população acha que está cara, possui um valor elevado para quem paga e insuficiente para a prestação de um serviço de boa qualidade.”

Pandemia

Os impactos financeiros no setor por conta da pandemia do novo coronavírus também estão presentes na publicação. Os autores alegam que as medidas implementadas em várias cidades foram cruciais para minimizar os efeitos da doença e que, em alguns municípios, ações econômicas ainda serão necessárias em 2021.

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Guia ‘Como ter um transporte público eficiente, barato e com qualidade na sua cidade’

Redação do Jornal Grande Bahia
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