Joe Biden prevê vitória nas eleições para presidente dos EUA; Donald Trump busca recontagem e ações judiciais

Resultados parcial das Eleições 2020 para presidente dos EUA, divulgado nesta quinta-feira (05/11/2020).Resultados parcial das Eleições 2020 para presidente dos EUA, divulgado nesta quinta-feira (05/11/2020).

O candidato democrata Joe Biden afirmou nesta quarta-feira (04/11/2020) que estava caminhando para uma vitória sobre o presidente Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, após reivindicar triunfos nos Estados-chave de Wisconsin e Michigan, enquanto o mandatário republicano iniciou um ataque com múltiplas frentes às contagens de votos por meio de ações judiciais e um pedido de recontagem.

Wisconsin e Michigan estavam dando a Biden, um ex-vice-presidente que tem cinco décadas na vida pública dos EUA, um impulso fundamental na disputa pelos 270 votos no Colégio Eleitoral necessários para chegar à Casa Branca. Trump conquistou os dois Estados ao vencer as eleições de 2016. Perdê-los complicaria seu caminho na tentativa de garantir mais quatro anos no cargo.

“E agora, depois de uma longa noite de contagem, está claro que estamos ganhando Estados suficientes para alcançar 270 votos eleitorais necessários para conquistar a Presidência”, disse Biden em seu Estado de Delaware, ao lado da companheira de chapa Kamala Harris. “Não estou aqui para declarar que vencemos. Mas estou aqui para afirmar que, quando a contagem terminar, acreditamos que seremos os vencedores.”

A campanha de Trump pediu interferência em um caso pendente na Suprema Corte dos EUA sobre se a Pensilvânia, outro Estado importante que ainda estava contando centenas de milhares de cédulas pelo correio, deve ter permissão para aceitar cédulas atrasadas enviadas até o dia da eleição.

A campanha do presidente também disse que solicitaria uma recontagem em Wisconsin e acrescentou ter entrado com ações judiciais em Michigan e na Pensilvânia para interromper a contagem de votos, argumentando que as autoridades não permitiram acesso justo aos locais de contagem.

Juntas, as manobras judiciais de Trump representam um amplo esforço para contestar os resultados de uma eleição ainda a ser decidida um dia depois que milhões de norte-americanos foram às urnas, apesar da pandemia de coronavírus.

As medidas do presidente ocorreram após ataques matinais do republicano contra a integridade da votação, ao mesmo tempo em que falsamente alegou vitória e sugeriu sem comprovação que os democratas tentariam fraudar a eleição.

Em seu pronunciamento, Biden rebateu: “Todos os votos precisam ser contados. Ninguém vai tirar nossa democracia, nem agora, nem nunca. A América foi longe demais, lutou em muitas batalhas, a América suportou demais para deixar isso acontecer.”

Trump está tentando evitar se tornar o primeiro presidente em exercício dos EUA a perder uma candidatura à reeleição desde George H.W. Bush em 1992.

Biden venceu Michigan por 67.000 votos, ou 1,2%, e estava à frente em Wisconsin por pouco mais de 20.000 votos, ou 0,6%, de acordo com números da Edison Research, que projetou Biden como o vencedor em Michigan.

Vários meios de comunicação projetaram Biden como vencedor em Wisconsin, mas a Edison não o fez, citando a recontagem pendente.

A lei de Wisconsin permite que um candidato solicite uma recontagem se a diferença for inferior a 1%, o que a campanha de Trump imediatamente disse que faria.

Em resposta ao processo de Michigan, Ryan Jarvi, porta-voz do procurador-geral do Estado, afirmou que as eleições foram “conduzidas de forma transparente”.

A votação foi concluída na noite de terça-feira, mas muitos Estados levam dias para terminar a contagem dos votos. Houve um aumento nas cédulas por correio em meio à pandemia. Outros Estados fortemente disputados, incluindo Arizona, Nevada, Geórgia e Carolina do Norte, ainda estavam contando os votos, deixando o resultado da eleição nacional incerto.

No momento, sem incluir Wisconsin, Biden lidera por 243 a 213 sobre Trump nos votos do Colégio Eleitoral.

Esperança é a última que morre, diz Bolsonaro sobre situação de Trump em eleição nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que “a esperança é a última que morre”, ao comentar a apuração de votos da eleição nos Estados Unidos, que mostra o presidente Donald Trump em desvantagem contra o adversário democrata Joe Biden.

Ao cumprimentar apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez a declaração em resposta a uma mulher que disse estar “com o coração na mão” pelo que está acontecendo nos Estados Unidos.

Pouco depois, o presidente acrescentou ao ser questionado se estava acompanhando a apuração: “Parece que foi judicializado o negócio lá, um Estado ou outro, vamos esperar um pouquinho”.

Bolsonaro é um apoiador declarado de Trump e defensor da reeleição do republicano. Pela manhã, Bolsonaro atacou Biden por ter falado sobre Amazônia durante a campanha.

Uma eventual derrota de Trump seria um revés para Bolsonaro, que afirma ter um bom relacionamento com Trump que diz não ter existido em governos anteriores.

Em uma disputa bastante acirrada, Biden afirmou nesta quarta-feira que estava caminhando para uma vitória, após reivindicar triunfos nos Estados-chave de Wisconsin e Michigan, enquanto Trump iniciou um ataque com múltiplas frentes às contagens de votos por meio de ações judiciais e um pedido de recontagem. [nL1N2HQ3YG]

Até o momento, Biden soma 243 votos no Colégio Eleitoral contra 214 de Trump, de acordo com a Edison Research. São necessários 270 votos para se conquistar a Presidência dos EUA.

*Com informações de Trevor Hunnicutt, Steve Holland, Lisandra Paragussu e Pedro Fonseca da Agência Reuters.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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