Joe Biden declara vitória para presidêmcis dos EUA e promete unificar nação profundamente dividida; Donald Trump não planeja ceder tão cedo

Democrata Joe Biden ganhou a presidência dos Estados Unidos.
Democrata Joe Biden ganhou a presidência dos Estados Unidos.

O democrata Joe Biden ganhou a presidência dos Estados Unidos neste sábado (07/11/2020), após uma dura campanha eleitoral e prometeu que trabalhará para unificar um país profundamente dividido, mesmo com o presidente Donald Trump se recusando a aceitar a derrota.

A vitória de Biden no Estado da Pensilvânia colocou-o além dos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para conquistar a presidência, encerrando quatro dias de suspense e levando seus apoiadores para comemorações às ruas das principais cidades.

“As pessoas desta nação falaram. Elas nos deram uma vitória clara, uma vitória convincente”, disse Biden aos partidários em um estacionamento durante seu discurso de vitória, em sua cidade, Wilmington, Delaware.

“Prometo ser um presidente que não busca dividir, mas unificar”, disse ele, dirigindo-se diretamente aos apoiadores de Trump.

“Agora, vamos dar uma chance um ao outro. É hora de colocar de lado a retórica dura, baixar a temperatura, nos vermos novamente, nos ouvirmos de novo”, declarou. “Esta é a hora de curar na América.”

Ele foi apresentado por sua companheira de chapa, a senadora norte-americana Kamala Harris, que será a primeira mulher, a primeira negra americana e a primeira americana de ascendência asiática a servir como vice-presidente.

Felicitações vieram de várias partes do mundo, incluindo do conservador primeiro-ministro britânico Boris Johnson, do primeiro-ministro canadense Justin Trudeau e da chanceler alemã Angela Merkel, tornando difícil para Trump manter suas repetidas afirmações, sem evidências, de que a eleição foi fraudada.

Trump, que estava jogando golfe quando as principais redes de televisão projetaram que seu rival havia vencido, imediatamente acusou Biden de “se apressar em fingir que é o vencedor”.

“Esta eleição está longe de terminar”, disse ele em um comunicado.

Trump entrou com uma série de ações judiciais para contestar os resultados, mas as autoridades eleitorais em Estados de todo o país dizem que não há evidências de fraudes significativas, e especialistas jurídicos dizem que os esforços de Trump provavelmente não terão sucesso.

Presidente Donald Trump não planeja ceder tão cedo, indicam aliados e assessores

Após projeções neste sábado indicando o democrata Joe Biden como vitorioso na corrida eleitoral, o presidente republicano Donald Trump e seus aliados deixaram um coisa clara: ele não planeja ceder tão cedo.

O presidente, que passou meses tentando minar os resultados eleitorais com alegações não comprovadas de fraude, prometeu neste sábado avançar com uma estratégia legal, com a qual ele espera derrubar resultados em Estados que deram a Biden a vitória.

Assistentes de Trump e aliados republicanos, embora um pouco em conflito sobre como proceder, apoiaram em sua maioria a estratégia.

“O simples fato é que esta eleição está longe de terminar. Joe Biden não foi certificado como vencedor em nenhum Estado”, afirmou Trump em um comunicado divulgado por sua campanha.

Os aliados e conselheiros do presidente admitiram privadamente que são poucas as chances do ex-empresário de Nova York de derrubar os resultados das eleições.

Enquanto se prepara para uma eventual concessão, eles pediram tempo para que os desafios nos tribunais sigam seu curso.

“Ele deve permitir que as recontagens prossigam, fazer qualquer reclamação que exista, e então, se nada mudar, ele deve ceder”, disse um assessor de Trump.

Os republicanos estão tentando levantar pelo menos 60 milhões de dólares para financiar contestações judiciais em vários Estados, disseram fontes à Reuters.

Os republicanos fora da Casa Branca alertaram que Trump poderia manchar seu legado se ele não tiver uma saída honrosa, corroendo seu futuro poder político.

“Será impossível para ele correr novamente em 2024 se ele for visto como um perdedor ferido”, disse uma fonte republicana do Congresso.

*Com informações de Trevor Hunicutt, Steve Holland, Jeff Mason, Jeff Mason, Steve Holland, Andrea Shalal da Agência Reuters.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).