Estudantes da rede estadual de Feira de Santana utilizam redes sociais para fomentar arte literária

Arte literária é fomentada por estudantes de Feira de Santana.
Arte literária é fomentada por estudantes de Feira de Santana.

A arte literária tem inspirado estudantes do Colégio Estadual Teotônio Vilela, no município de Feira de Santana. A partir do projeto “Café Literário – um pouco de poesia a cada dia!”, desenvolvido na unidade escolar antes da suspensão das aulas por causa do novo Coronavírus, eles estabeleceram uma rotina de leitura e escrita, levando a ideia para o formato virtual.

A atividade, que nasceu das oficinas de leitura, análise do gênero e produção de poemas para o projeto Tempos de Arte Literária (TAL), da Secretaria da Educação do Estado (SEC), foi parar no Instagram da escola (@CETVescolaoficial), com o objetivo de fomentar a leitura e a reflexão crítica, a partir da indicação de livros, vídeos e filmes. Os participantes trocam conhecimentos, por meio do WhatsApp, para a produção e a declamação de poesias, que são gravadas em vídeos e postadas, semanalmente.

A professora de Língua Portuguesa e Literatura, Betty Bastos Lopes Santos, idealizadora e orientadora do Café Literário, conta que o projeto em seu formato virtual vem se consolidando. “Fiz contato, pelo WhatsApp, com alguns alunos, que aceitaram o desafio de declamar e gravar os poemas. Assim, iniciamos com a gravação coletiva de poemas de autores como Cora Coralina, Cecília Meireles e Victoria Eugênia Santa Cruz. Na sequência, surgiu a ideia da edição especial de poemas de suas próprias autorias, que já está em andamento, com a exibição do terceiro vídeo-poema autoral”, conta a educadora, ressaltando que, ao contrário dos anos anteriores, a temática este ano é livre para oportunizar e valorizar a produção de autoria dos estudantes.

Para o estudante Gabriel Silva da Cruz, 3° ano, 18, o Café Literário começa na sala de aula, mas a poesia e a leitura se estendem “para o resto da vida”. Ele conta que o projeto trouxe muito aprendizado e troca de experiências entre os alunos e professores e escritores. “Eu sempre tive muito costume de ler e escrever meus poemas e esta paixão só aumentou com a chegada do projeto, que me estimula, cada vez mais, a estudar, ler e aprimorar as minhas habilidades na área”, declara.

Gabrielly de Matos Ribeiro, 16, 1º ano, também falou sobre a importância do Café Literário no seu percurso escolar. “Este projeto trouxe, para mim, aprendizado sobre falas, formas de me pronunciar e sentir o que estou declamando com cada poema, seja da minha autoria ou não. É gratificante fazer algo que gosto, escrever e falar, que é algo que estou me adaptando aos poucos nesse quesito de declamar poemas, pois não tinha costume. Mas, depois de algum tempo, perdi bastante a timidez”, relata.

Redação do Jornal Grande Bahia
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