Chefes da ONU voltam a se reunir com economistas para debater crise pós-Covid

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Secretário-geral da ONU, vice-secretária-geral e presidente do Banco Central Europeu foram alguns dos participantes; mais de 100 milhões de pessoas estão sendo lançadas na pobreza extrema, números da fome dobraram e interrupção da escola arrisca criar “geração perdida”.
Secretário-geral da ONU, vice-secretária-geral e presidente do Banco Central Europeu foram alguns dos participantes; mais de 100 milhões de pessoas estão sendo lançadas na pobreza extrema, números da fome dobraram e interrupção da escola arrisca criar “geração perdida”.

As Nações Unidas voltaram a se reunir com economistas de todo o mundo para debater uma fórmula para a revitalização da economia global e criar desenvolvimento sustentável para todos.

No encontro virtual, falaram o secretário-geral da ONU, António Guterres, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, e a presidente do Banco Central Europeu e ex-chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde.

Clima e empregos

Ao mencionar a crise gerada pela pandemia, Lagarde afirmou que os bancos centrais e outras instituições financeiras têm um papel a desempenhar. Segundo ela, “com apoio decisivo, é possível proteger os negócios para que continuem sendo viáveis quando as restrições forem suspensas e proteger os empregos que não precisam ser destruídos.”

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres destacou as contribuições que economistas deram nos últimos meses sobre dívida, comércio, finanças, clima e empregos. Segundo ele, “isso é fundamental, porque o mundo enfrenta não apenas uma crise sem precedentes, mas também a oportunidade de realizar mudanças reais, fundamentais e necessárias.”

Geração perdida

Desde o início da pandemia, morreram mais de 1 milhão de pessoas. Mais de 100 milhões estão sendo lançadas na pobreza extrema e os números da fome dobraram.

Além disso, as desigualdades estão crescendo e a interrupção da educação representa o risco de se criar uma “geração perdida”. A desigualdade de gênero também está aumentando, com participação das mulheres na força de trabalho recuando em décadas.

Logo no início da crise, Guterres sugeriu a criação de um pacote de resgate equivalente a pelo menos 10% da economia global. Os países desenvolvidos têm conseguido fazer isso sozinhos, mas o mesmo não está acontecendo no mundo em desenvolvimento.

Vacinas

Para Guterres, “o progresso econômico depende de conter a propagação da pandemia” e, por isso, “vacinas, testes e tratamentos devem ser bens públicos globais, disponíveis e acessíveis a todos.”

O chefe da ONU afirmou que é preciso fortalecer o Fundo Monetário Internacional, FMI, e outras instituições financeiras internacionais para apoiar.

Ele voltou a sugerir um Novo Contrato Social, em nível nacional, com ênfase na educação, acesso à nova economia digital e uma nova geração de medidas de proteção social.

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, discursa em reunião virtual focada no desenvolvimento sustentável e na economia global.

O chefe da ONU também defendeu um Novo Acordo Global com recursos e oportunidades melhor compartilhados.

Oportunidade

A vice-chefe da ONU, Amina Mohammed, acredita que “a pausa que a Covid-19 criou, em todo o mundo, é uma oportunidade para refletir sobre problemas que não são novos, que os países emergentes já estão enfrentando há muito tempo.”

Segundo a vice-secretária-geral, no entanto, a pandemia “veio mostrar que estes assuntos são globais e existe mais capacidade para atuar do que se pensava.”

Participaram no encontro economistas da África do Sul, Brasil, Botswana, Estados Unidos, Grécia, Trinidade e Tobago, entre outros.

*Com informações da ONU News.

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