Bahia leva o maior número de medalhas na Olimpíada de História 2020

Estudantes da Bahia são destaques da 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Nordeste é a região com maior número de medalhistas; realizada pela Unicamp, final presencial foi adaptada para versão online por causa da pandemia. 
Estudantes da Bahia são destaques da 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Nordeste é a região com maior número de medalhistas; realizada pela Unicamp, final presencial foi adaptada para versão online por causa da pandemia. 

Equipes de 12 estados conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze na 12ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) realizada neste domingo (22/11/2020) em uma transmissão ao vivo pelo Youtube. Projeto da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), neste ano a ONHB teve sua grande final presencial adaptada devido à pandemia do coronavírus.

O Nordeste levou maior número de medalhas: do total de 90 distribuídas, 64 foram para a região. A final contou com 421 equipes de todos os estados brasileiros, um total de 1,6 mil participantes. Ao todo, foram entregues 40 medalhas de bronze, 30 de pata e 20 de ouro.

A Bahia é o estado com maior número de medalhistas: 18 equipes no total. Em seguida, estão São Paulo com 16 grupos, Pernambuco (14), Rio Grande do Norte (13), Ceará (12), Minas Gerais (7), Sergipe (4), Piauí (2). Já os estados de Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Roraima levaram uma medalha cada.

A Olimpíada teve início em setembro, com 69,8 mil inscritos de todo país, um total de 17,4 mil equipes. Com inscritos de escolas públicas e particulares, para participar foram formadas grupos de três estudantes dos 8º ou 9º anos do Fundamental e todos os anos do Ensino Médio, além de um professor de História da escola.

O projeto, que ocorreria no primeiro semestre, foi adiado por causa da pandemia e adaptado para uma versão totalmente online e mais acessível. Em sua fala durante a cerimônia de premiação, a coordenadora da ONHB e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Cristina Meneguello, comentou sobre as adaptações necessárias para que a competição ocorresse.

“A ONHB é uma oportunidade para conhecer melhor a História do Brasil, para pensar criticamente sobre a nossa realidade. Somos solidários nestes tempos que estamos vivendo, não só por causa da pandemia. Quisemos acolher a todos e que os participantes tivessem a certeza que da nossa parte estávamos fazendo uma prova interessante para a formação e espírito crítico”, afirmou.

Mudanças da 12ª edição

Uma das mudanças realizadas nesta edição foi a criação da “fase zero”, que teve caráter experimental para que os participantes pudessem se adaptar à plataforma e novos prazos, além de conhecer o formato da competição. A plataforma da prova também foi adaptada para uma tecnologia que facilita a navegabilidade pelo celular e reduz, ao máximo, o uso de dados. Os participantes também puderam realizar a prova de forma offline e usar a internet somente para fazer o envio das respostas.

A Olimpíada de História possui seis fases online, com duração de uma semana cada. As questões de múltipla escolha e realização de tarefas foram respondidas pelos participantes por meio de debate com os colegas, pesquisa em livros, internet e orientação do professor.

Sobre a ONHB

A ONHB é um projeto realizado pelo Departamento de História da Unicamp. Em 2020, em sua 12ª edição, consolidou-se com uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História. Tem apoio do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp, com a participação de docentes, mestrandos e doutorandos.

Número de medalhas por estado

Bahia (6 de bronze, 8 de prata e 4 de ouro)

Ceará (6 de bronze, 2 de prata e 4 de ouro)

Minas Gerais (3 de bronze, 2 de prata e 2 de ouro)

Paraíba (1 de bronze)

Pernambuco (5 de bronze, 5 de prata e 4 de ouro)

Piauí (1 de bronze e 1 de prata)

Paraná (1 de prata)

Rio de Janeiro (1 de prata)

Rio Grande do Norte (10 de bronze, 1 de prata, 2 de ouro)

Roraima (1 de bronze)

Sergipe (3 de bronze, 1 de prata)

São Paulo (4 de bronze, 8 de prata e 4 de ouro)

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9011 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).