APEB celebra o Dia Nacional da Cultura retomando atendimento ao público

Fachada do Arquivo Público do Estado da Bahia.
Fachada do Arquivo Público do Estado da Bahia.

A partir da próxima quinta-feira (05/11/2020), o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) estará novamente de portas abertas para toda comunidade baiana. Com a retomada, o Arquivo Público volta a prestar os serviços de atendimento presencial e à distância, emissão de certidões, visitas monitoradas, gestão de documentos e de orientação técnica aos Arquivos Públicos Municipais.

A reabertura também celebra o Dia Nacional da Cultura e finaliza a reforma do APEB, que atendeu ao restauro da sede localizada na Baixa de Quintas. Foram realizados nesta terceira etapa, a colocação de piso de alta resistência; recuperação das escadas externas laterais e central; impermeabilização de paredes; recuperação de 89 janelas e 40 portas; reforma de sanitários; pintura externa e interna da sede; e imunização de forro e piso de madeira, entre outros serviços.

Outro ponto positivo da reforma foi a instalação de elevador para portadores de necessidades especiais (PNE). “Tal investimento possibilita ampliar o acesso, com equidade, a todos os cidadãos. E, demonstra a potência da instituição em realizar mais e cada vez melhor suas atividades de maneira acessível e participativa”, afirma a diretora do APEB, Teresa Matos.

O APEB é reconhecido como a segunda maior instituição arquivística do país. Ao todo são mais de 7 Km de documentos lineares, com mais de 40 milhões de documentos custodiados. Dentre os acervos, destaque para os manuscritos e impressos originais, produzidos, recebidos e acumulados, quando a cidade de Salvador se distinguiu por ser a capital político-administrativa do Estado do Brasil, durante 214 anos (1549 a 1763). Somam-se ainda, a inscrição e a nominação no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO de quatro conjuntos documentais sob o cuidado do Arquivo Público, além de documentos da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Histórico das Obras

A primeira etapa da reforma da sede do APEB aconteceu em 2012 para requalificação do sistema elétrico, lógico e telefônico no valor aproximado de R$ 650 mil. Em 2014, o APEB recebeu mais de R$ 2 milhões para restauro do telhado e do forro. Já em 2019, na terceira etapa de restauro, a FPC, junto ao antigo Ministério da Cultura na gestão do Ministro Juca Ferreira, obteve investimentos de R$ 3 milhões para serviços de reforma no Solar da Quinta do Tanque. A execução da obra foi de responsabilidade da FPC, com a interveniência do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (IPAC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como financiador.

De acordo com a diretora do APEB, Teresa Matos, o investimento realizado “qualifica a preservação e o acesso a dois patrimônios de imensurável significado e importância – o documental e o arquitetônico”. Segundo a diretora, o investimento beneficia diretamente a preservação e a integridade do patrimônio documental custodiado na sede localizada na Baixa de Quintas.

Memorial do Arquivo

Em fevereiro de 2019, a obra foi paralisada, por determinação do IPHAN, devido à identificação com mais de 300 artefatos culturais que datam do século XVII ao XIX. A empresa responsável pela execução da obra, Marsou Engenharia, esteve impedida de executar qualquer intervenção no solo, fato que motivou a necessidade de adicionar mais 180 dias o prazo de entrega da obra. Na reabertura da sede, alguns destes artefatos como, cachimbos, moedas, canecas, talheres, peças de jogos, castiçais, entre outros, estarão em expositores para visitação. A proposta é que a Sala dos Azulejos – localizada no térreo – abrigue o Memorial do APEB. A sala será composta com cinco expositores que serão organizados com achados arqueológicos, fotos do Arquivo Público (antes e depois) e diplomas do Memória do Mundo, reconhecidos pela UNESCO.

O APEB, localizada na Baixa de Quintas, foi criado em 1890 pelo primeiro governador republicano da Bahia, Manoel Vitorino Pereira. É considerado a segunda instituição arquivística pública mais importante do país, atrás apenas do Arquivo Nacional do Brasil, ligado ao Ministério da Justiça. Gerido pela Fundação Pedro Calmon, o APEB custodia manuscritos e impressos originais, produzidos e acumulados quando a cidade de Salvador foi capital político-administrativa do Estado do Brasil durante 214 anos (1549 a 1763), além de documentos produzidos no período Colonial, Monárquico e Republicano.

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