Uso do plasma no tratamento da Covid-19 está sendo estudado em Feira de Santana; Autoridades sanitárias estudam possibilidade de reinfeção

Melissa Falcão: devido a demanda de serviços, não tivemos como dar continuidade. Agora vamos tentar dar continuidade para que este protocolo seja aplicado em Feira de Santana.Melissa Falcão: devido a demanda de serviços, não tivemos como dar continuidade. Agora vamos tentar dar continuidade para que este protocolo seja aplicado em Feira de Santana.


O uso do plasma humano em Feira de Santana, terapia alternativa que vem sendo testada no tratamento ao Covid-19, por não ter comprovação científica de eficácia, depende da aprovação do Conselho de Ética.

A infectoligista Melissa Falcão, que coordena o Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, afirmou em entrevista coletiva virtual, na manhã desta terça-feira (20/10/2020), que a aplicação do plasma, em pacientes com Covid-19, vem sendo estudada em Feira de Santana desde o início da pandemia.

O serviço de saúde local tem como fazer a coleta e a aplicação da nova terapia, destinada para pacientes internados na UTI e em estado grave, com indicação para receber o plasma por outras situações de saúde.

Ela explica que a nova terapia ainda é experimental, como a hidroxicloroquina – que teve a aplicação liberada, mas que apenas deverá ser usada depois da liberação do Comitê de Ética e que ainda são necessários a observação de detalhes clínicos.

A necessidade da aprovação, diz, impede que não se faça o uso do plasma em grande escala. “Devido a demanda de serviços, não tivemos como dar continuidade. Agora vamos tentar dar continuidade para que este protocolo seja aplicado em Feira de Santana”.

Os anticorpos das pessoas que se recuperam da Covid-19 se concentram no componente líquido do sangue, chamado de plasma. São coletados e injetados no sangue para ajudar a combater a doença.

Autoridades sanitárias estudam possibilidade de reinfeção de homem por Covid-19

A reinfecção de um homem pela Covid-19 em Feira de Santana está sendo estudada pelas autoridades sanitárias locais. O exame RT-PCR, considerado padrão de referência, foi realizado no dia 9 deste mês e confirmou a nova infecção.

A infectologista Melissa Falcão, que coordena o Comitê Gestor Municipal de Controle ao Coronavírus, disse que agora o paciente apresenta quadro mais acentuado do que na infecção anterior, diagnosticada em junho. “Teve pneumonia e apresentou baixa oxigenação do sangue”.

Estudo genético ainda está sendo feito, de acordo com a médica, para conhecer se a contaminação é resultado de outra cepa do vírus. Mas a mostra não mais existe no Lacen. “Vamos fazer a comparação da amostra positiva de outubro com o vírus que circula no país”.

Ela afirmou que a possível mudança das cepas, que são alterações morfológicas, uma espécie de evolução do vírus inicial, preocupam mais do que os casos em si, que podem causar novas infecções em quem já teve.

O homem, de aproximadamente 50 anos e sem diagnósticos de outras doenças que podem agravar o quadro, está internado, mas em curva de melhora, já saindo do isolamento. O exame foi realizado porque ele apresentou sintomas relacionados à infecção, como dor de cabeça e no corpo, febre e tosse.

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