Rombo em 2020 pode ser de R$ 895,8 bilhões, diz secretário de Fazenda do Governo Bolsonaro

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Waldery Rodrigues Junior, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia.
Waldery Rodrigues Junior fez um apelo pela continuidade das reformas estruturantes para a busca do equilíbrio fiscal de União, estados e municípios.

As contas públicas em 2020 devem somar um déficit de R$ 895,8 bilhões. A estimativa é do secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, feita nesta segunda-feira (28/09/2020) durante a audiência pública mensal de balanço das ações governamentais na pandemia, na comissão de acompanhamento dos gastos com a covid-19. As contas do setor público consolidado englobam o governo, os estados, os municípios e as empresas estatais.

Segundo Waldery, essa cifra representa 12,5% do produto interno bruto (PIB) brasileiro, o pior resultado dos últimos anos. No entanto, ele defendeu que são gastos justificáveis na pandemia mais séria e mais grave do último século.

É um número muito elevado, mas é justificado, trabalhamos com ele contido em 2020. E, para efeitos comparativos, o resultado primário do setor público consolidado mais grave que tivemos foi, no comecinho de 2016, da ordem de 2,6% do PIB. Agora, subirá para 12,5% do PIB, o que mostra não só a severidade dessa crise, mas também a celeridade, a ação pronta do governo, buscando transparência, conservadorismo e eficácia — afirmou.

A estimativa é de que as contas do governo registrem um déficit primário de R$ 871 bilhões, estados e municípios, de R$ 23,6 bilhões, e as estatais devem ter um resultado negativo de R$ 1,2 bilhão este ano. Também se prevê o PIB em queda, de 4,7%.

Gastos

Segundo Waldery, os gastos adicionais do governo para lutar contra a crise sanitária e econômica causada pelo novo coronavírus somam R$ 607,2 bilhões, sendo R$ 20,6 bilhões (3%) originários de renúncia de receita, com redução de impostos como o de importação e o de operações financeiras. E R$ 586,6% (97%), de despesas, como o auxílio emergencial, que custou R$ 321,8 bilhões, e outras 24 medidas como o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem) e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Ainda existem outras medidas já em curso, mas que não têm dotação orçamentária, como os R$ 2,5 bilhões a ser destinados para o Acesso Global das Vacinas.

Pelos cálculos da equipe econômica, isso representa 8,4% do PIB de esforço extra. Numa comparação internacional, o Brasil gastou mais do que a média dos países avançados, que foi de 7,1%, e quase o dobro dos países em desenvolvimento, cuja média foi de 4,3% do PIB.

Estamos à frente da média, tanto do mundo avançado quanto dos emergentes, mas isso é feito de maneira contida em 2020, é assim que trabalhamos, e zelando para que não haja forte endividamento ou haja o menor endividamento possível para que não sobrecaia ônus ou sobrecaia o menor ônus possível sobre as gerações futuras — salientou.

Reformas

Waldery Rodrigues frisou, durante a apresentação inicial, que o governo buscou, com conservadorismo, transparência nos gastos, zelo com a coisa pública e atendimento às regras fiscais, em particular o teto de gastos, a manutenção do emprego e da renda e a proteção aos mais vulneráveis. Mas o secretário fez um apelo ao Congresso para o futuro:

A continuidade das reformas é o caminho imprescindível para termos equilíbrio fiscal em toda a Federação brasileira, não somente a União, mas também estados e municípios.

Ele mencionou que a agenda de reformas estruturais é imprescindível e importantíssima principalmente para o pós-covid, e citou algumas medidas cuja aprovação pelo Congresso considera essenciais: a continuidade dos programas de concessão e privatização; revisão do pacto federativo; liberalização comercial; redução de subsídios; reformas administrativa e tributária; novo marco legal do trabalho; marcos legais que deverão facilitar o investimento público, como o da cabotagem, novo mercado de gás; e a Lei de Falências e Recuperação Judicial; e a autonomia do Banco Central.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 113839 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]