CNC: turismo perde quase 50 mil empresas em 6 meses de pandemia; Prejuízo do setor é de R$ 207,85 bilhões, revela pesquisa

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Com a pandemia da Covid-19, prejuízo do setor de turismo é de R$ 207,85 bilhões.
Com a pandemia da Covid-19, prejuízo do setor de turismo é de R$ 207,85 bilhões.

A crise provocada pela pandemia de covid-19 fez com que o setor de turismo perdesse 49,9 mil rígidos, com vínculos empregatícios, entre março e agosto deste ano, segundo divulgado nesta segunda-feira (05/10/2020) a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC).

O saldo negativo no período equivale a 16,7% do número de empresas com vínculos empregatícios esses atividades verificados antes da pandemia.

Para a CNC, o surto de covid-19 afetou empreendimentos de todos os portes, mas os que mais sofreram perdas foram os micro (-29,2 mil) e pequenos (-19,1 mil) negócios. Regionalmente, os estados e o Distrito Federal registraram redução no número de unidades ofertantes de serviços turísticos, com maior incidência em São Paulo (-15,2 mil), Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil).

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a maior parte das atividades que compõem o turismo brasileiro atualmente sem perspectiva de redução nos próximos meses, principalmente em virtude do caráter não essencial do consumo destes serviços.

“A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços dessa natureza, tende a retardar a retomada do setor”, disse Tadros, em nota.

Todos os segmentos turísticos acusaram saldos negativos nos últimos seis meses, com destaque para os serviços de alimentação para o domicílio, como bares e restaurantes (-39,5 mil), e os de hospedagem em hotéis, pousadas e semelhantes (-5,4 mil) e de transporte rodoviário (-1,7 mil).

Faturamento menor
A CNC calcula que, em sete meses (de março a setembro), o turismo no Brasil perdeu R $ 207,85 bilhões. “Mesmo com as perdas ligeiramente menos intensas nos últimos meses, o setor explorou apenas 26% do seu potencial de geração de receitas durante o período”, disse Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Segundo o estudo, o faturamento do setor turístico apresentação de 56,7% até julho, em relação à média verificada no primeiro bimestre. Os números referentes ao volume de receitas evidenciam que o setor tem sido o mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo da pandemia, sobretudo, quando comparado ao volume de vendas do comércio líquido (-1,6%), da produção industrial ( -5,6%) e do setor de serviços como um todo (-13%).

Menos emprego

Com menos restrições com vínculos empregatícios, o setor de turismo também sofreu em relação à empregabilidade. Em seis meses de pandemia, foram eliminados 481,3 mil postos formais de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A destruição destas vagas representa uma retração de 13,8% sem contingente de pessoas ocupadas nessas atividades. E, na média de todos os setores da economia, a variação relativa no estoque de pessoas formalmente ocupadas cedeu 2,6% ”, afirmou Fabio Bentes.

Os segmentos de agências de viagens (-26,1% ou -18,5 mil) e de hotéis, pousadas e similares (-23,4% ou -79,9 mil) registraram os cortes de empregos mais intensos.

* Com informações da Agência Brasil.

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