ALBA: Deputado Eduardo Salles defende melhorias para trabalhadores do sisal, mas afirma que fechar campos causa desemprego em massa na região

Produtora rural da região sisaleira ao lado do deputado estadual Eduardo Salles (PP-BA).Produtora rural da região sisaleira ao lado do deputado estadual Eduardo Salles (PP-BA).


Em visita nesta segunda-feira (19/10/2020) a Várzea Nova e Morro do Chapéu, municípios tradicionais na produção de sisal, o deputado estadual Eduardo Salles conversou com trabalhadores e produtores da cadeia produtiva sisaleira e ouviu que as ações do MPT (Ministério Público do Trabalho) para coibir possíveis abusos cometidos contra os contratados têm causado desemprego na região, paralisando a economia local.

Eduardo Salles defende que a Assembleia Legislativa da Bahia participe em conjunto com o MPT, sindicatos dos trabalhadores rurais e dos produtores e outras entidades ligadas à cadeia produtiva para realizar uma audiência pública e se pactue estratégias e medidas que consigam resolver o problema.

“Não compactuo, de forma alguma, com qualquer abuso ou desrespeito às leis trabalhistas que ocorrem em algumas propriedades. Isso precisa ser resolvido, sem dúvida. Mas não podemos acreditar que iremos acabar da noite para o dia com um problema social histórico causando outro dano grave, que é a paralisação da economia de diversos municípios com desemprego”, explica Eduardo Salles, ex-secretário estadual de Agricultura por seis anos.

A Bahia é responsável por 96% da produção nacional de sisal, que chega a 80 toneladas por ano. O Estado tem 65 municípios produtores e emprega cerca de 300 mil pessoas nesta cadeia produtiva.

O parlamentar afirmou que vai entrar em contato com o procurador-chefe do MPT, Luís Carlos Gomes Carneiro Filho, para tentar a suspensão da operação e promover um diálogo entre as partes, evitando a perda de milhares de empregos nos municípios produtores.

“Tenho experiência em trabalhar na intermediação deste tipo de problema. Como presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia e agora membro ajudamos na intermediação de um problema semelhante a esse nas culturas do cacau e café, quando achamos soluções conjuntas que, a médio prazo, deram excelentes resultados. Acredito que podemos contribuir bastante a melhorar as condições dos trabalhadores sem causar danos à economia de dezenas de municípios baianos e desemprego em massa. Radicalismo nunca foi um bom remédio para resolução de nada”, finalizou Eduardo Salles.

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