Vereadores repercutem retirada de barracas e reordenamento do centro de Feira de Santana

Luiz Ferreira (Luiz da Feira): enquanto alguém com condição de pagar R$ 30 ou 40 mil, sempre encontra ponto à venda.
Luiz Ferreira (Luiz da Feira): enquanto alguém com condição de pagar R$ 30 ou 40 mil, sempre encontra ponto à venda.

Vendedores ambulantes que tiveram as barracas retiradas das ruas, na região central da cidade, e que deveriam ser relocados para o Shopping Popular (também conhecido como Cidade das Compras), estão sendo surpreendidos com a informação de que não se encontram cadastrados e, por isto, estão impedidos de se instalar naquele equipamento.

A constatação é do vereador Luiz da Feira (PROS), que falou sobre o assunto na Tribuna da Câmara Municipal. Preocupado com o destino desses camelôs, ele pediu à Mesa Diretiva da Casa que coloque em pauta um projeto de lei de sua autoria propondo uma “parceria direta” entre estes e a Prefeitura, com o objetivo de encontrar uma solução. Ele diz que o empreendimento, concebido para ser Shopping Popular, se tornou “shopping particular”, pois os pais e mães de família com até quatro anos de trabalho na rua não encontram espaço, “enquanto alguém com condição de pagar R$ 30 ou 40 mil, sempre encontra ponto à venda”.

O vereador Alberto Nery (PT) responsabiliza o poder público pela ocupação dos passeios e calçadas do centro da cidade. “Se a Prefeitura tivesse notificado e punido as pessoas quando surgiram as primeiras barracas, não teria acontecido esta desordem em Feira de Santana”, afirma. A retirada dos pontos de venda dos camelôs acontece, segundo ele, “de forma desumana, com ações covardes durante as madrugadas”. Pede ao prefeito Colbert Martins que encaminhe membros das secretarias para dialogar com esses pequenos comerciantes.

Remoção de barracas organiza cidade para mais emprego e renda, defende Marcos Lima

Uma cidade organizada, em desenvolvimento, atrai empresas a investir, gerar emprego e renda para a população, defende o líder da bancada governista, vereador Marcos Lima (DEM), em contraponto às críticas feitas por alguns colegas contrários a ação da Prefeitura, de remoção das barracas dos vendedores ambulantes das principais ruas e praças de Feira de Santana, transferindo-os para o Centro Comercial Popular.

Em discurso na Tribuna da Câmara, ele disse que esta é uma medida necessária, complementar às obras e ações do Governo Municipal para a requalificação do centro da cidade. Lembra que a região do comércio reclama, há anos, por uma ampla reforma. Também chamou a atenção da Casa para a instalação de manilhas naquela área, com o objetivo de modernizar a drenagem de águas pluviais. “É mais uma intervenção extremamente importante, que causa transtornos temporários, mas não pode deixar de ser executada”.  Marcos Lima entende que Feira de Santana não deve ser “olhada como uma cidade pequena de interior, mas como uma  grande cidade, que precisa ser organizada para desenvolver, gerar emprego e renda”.

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