IHF promove live ‘A história e relevância do Festival Hercule Florence de Fotografia’

Live 'A história e relevância do Festival Hercule Florence de Fotografia' é promovida pelo IHF.Live 'A história e relevância do Festival Hercule Florence de Fotografia' é promovida pelo IHF.

O Instituto Hercule Florence (IHF, www.ihf19.org.br), de São Paulo, promove a live A história e relevância do Festival Hercule Florence de Fotografia, no próximo dia 15 de setembro 2020, às 18 horas, para abordar a trajetória desse significativo evento para a cena da fotografia brasileira. O Festival, que acontece desde 2007 na cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo, realiza esse ano a sua décima terceira edição.

A conversa contará com as participações de Antonio Florence, tetraneto de Hercule Florence e fundador do IHF; Ricardo Lima, fotógrafo e organizador do Festival Hercule Florence de Fotografia; Nelson Chinalia, fotógrafo e professor de fotografia; e Luciana Florence, pentaneta de Hercule Florence, jornalista, responsável pelo departamento de comunicação do IHF.

No Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto, o IHF participou da live Sentidos do Fotográfico em Hercule Florence, a convite do Festival. A gravação está disponível no canal de YouTube do IHF:

Sobre os participantes

Antonio Florence

Fundador do Instituto Hercule Florence, é advogado formado e pós-graduado pela USP e sócio da Florence & Advogados. Foi presidente do conselho da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APPA); diretor vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira; consultor para assuntos jurídicos e econômicos da Grand-Duché de Luxembourg; membro do conselho curador da Fundação Stickel; diretor jurídico do Clube Alemão Transatlântico e conselheiro da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

Ricardo Lima

É jornalista formado pela PUC-Campinas e atua desde 1995 como repórter fotográfico. É o idealizador do Festival Hercule Florence de Fotografia, além de ser membro fundador da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB). Teve a oportunidade de realizar a cobertura fotográfica de diversos eventos de relevância regional e nacional. Atua na diretoria da Arfoc – Associação dos Repórteres Fotográficos do Estado de São Paulo

Nelson Chinalia

Fotógrafo e jornalista, é formado pela PUC-Campinas, com especialização e mestrado pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Foi editor de Fotografia do jornal Correio Popular de Campinas; professor de Fotojornalismo e Artes Visuais na PUC-Campinas e pesquisador do GEMeF no Centro de Memória da Unicamp. Recebeu o Prêmio Vladmir Herzog de Fotojornalismo na modalidade Violência e Direitos Humanos em1995. Fotografou a Copa do Mundo de Futebol na França, em 1998, para os jornais Correio Popular e Diário do Povo de Campinas. Coordenou as oficinas, curador das exposições e editor dos livros fotográficos Comunidade em Foco, do CDI Campinas, em 2008 e 2012.

Luciana Florence

É jornalista formada pela PUC-Campinas, especializada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina (São Paulo). Trabalhou nas revistas Vogue, Criativa e Glamour. Atualmente divide seu tempo entre a comunicação do Instituto Hercule Florence e seu trabalho com cerâmica de autor.

FESTIVAL HERCULE FLORENCE DE FOTOGRAFIA

Criado em julho de 2007, o Festival Hercule Florence de Fotografia tem como matriz a invenção isolada da fotografia no Brasil, realizada pelo artista e inventor franco-monegasco Hercule Florence na cidade de Campinas, SP, em 1833 – fato que desencadeou atitudes fotográficas ao longo dos últimos séculos.

Com a divulgação mundial dos inventos de Florence pelo pesquisador brasileiro Boris Kossoy, em 1976, surgiram, em Campinas, fotógrafos, grupos de fotografia, pesquisas e exposições que, desde então, são parte integrante da vida cultural da cidade.

Em 2007, foram criados dois eventos simultâneos sobre fotografia, determinantes na formação do Festival Hercule Florence: a Semana Hercule Florence e o Seminário Imagem e Atualidade, da PUC-Campinas.

Desde sua criação, o Festival acontece durante o transcurso do Dia Mundial da Fotografia, comemorado no dia 19 de agosto. Ao longo de seus 12 anos, o evento recebeu dezenas de renomados fotógrafos e pesquisadores, além de ter realizado mais de 20 exposições.

HERCULE FLORENCE

Nascido em Nice, França, em 1804, e cidadão de Mônaco, Hercule Florence foi desenhista e pintor de formação autodidata. Jovem inquieto e curioso, leitor de Robinson Crusoé e apaixonado por viagens, em 1824 desembarcou no Rio de Janeiro, sendo contratado, com apenas vinte anos de idade, como segundo desenhista da Expedição Langsdorff (1825-1829), missão científica que percorreu o interior do Brasil, de São Paulo até o Amazonas, realizando monumental levantamento de dados geográficos e etnográficos do país. Ao final da expedição, radicou-se na vila de São Carlos, atual Campinas, SP, onde viveu até o seu falecimento, em 1879.

Em 1830, Florence inventa a polygraphie [poligrafia], método de impressão em cores, semelhante ao atual mimeógrafo. A partir de 1832, começa a investigar as possibilidades de fixação da imagem utilizando a câmera escura. Com a ajuda do boticário Joaquim Correa de Mello, realiza experiências fotoquímicas que dão origem às imagens batizadas de photographie [fotografia], em 1833. As experiências de Florence ocorrem no mesmo período em que Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e Louis Jacques Mandé Daguerre (1781-1851), na França, e William Henry Fox Talbot (1800-1877), na Inglaterra, descobrem os processos fotográficos.

No Brasil, a referência fundamental para o estudo da trajetória e do legado de Florence é o livro do historiador Boris Kossoy, Hercule Florence: A Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil (Edusp/2006). Florence tem sido também cada vez mais reconhecido internacionalmente como um dos pioneiros do processo fotográfico, com citações em importantes publicações internacionais sobre história da fotografia, como A World History of Photography, de Naomi Rosenblum (Abeville, Nova York, 1984); Les Multiples Inventions de la Photographie, org. Jean-Pierre Bady, com artigo de Boris Kossoy (Association Française pour la Diffusion du Patrimoine Photographique, Paris, 1989); Seizing the light: A History of Photography, de Robert Hirsch (McGraw-Hill, Nova York, 2000); e The Thames & Hudson Dictionary of Photography, editado por Nathalie Herschdorfer (2015). Sua obra foi tema, ainda, de uma mostra no Nouveau Musée National de Monaco, entre março e setembro de 2017: http://www.nmnm.mc/index.php?option=com_k2&view=item&id=347:hercule-florence-le-nouveau-robinson-villa-paloma&lang=en.

O INSTITUTO HERCULE FLORENCE

O Instituto Hercule Florence (IHF) foi fundado em São Paulo em 2007 e certificado como Organização Social de Interesse Público (OSCIP) em 2009. Seus objetivos são a coleta, organização, conservação e divulgação da bibliografia e de documentos sobre o século XIX brasileiro, reunindo um acervo próprio composto por biblioteca e arquivos especializados. O centro de seus interesses consiste no estudo dos diversos viajantes do século XIX e suas narrativas, bem como na produção científica e cultural da Expedição Langsdorff (1825-1828), e na vida e obra do artista e inventor franco-monegasco Hercule Florence (1804-1879), dispondo de uma bibliografia atualizada sobre o autor: bit.ly/HF-Bibliografia. Entre suas realizações estão o lançamento do fac-símile do livro L’Ami des Arts livré à lui-même (http://www.ihf19.org.br/pt-br/hf-lami-des-arts.asp), de Hercule Florence, e a exposição O olhar de Hercule Florence sobre os índios brasileiros (http://www.ihf19.org.br/expo/).

Site: www.ihf19.org.br.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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