Com 9 mil metros para ambulante e 21 mil dos empreendedores, “não é Shopping Popular de Feira de Santana”, diz vereador

Marcos Lima: as atividades no mercado informal são a fonte de renda para o sustento das suas famílias.
Marcos Lima: as atividades no mercado informal são a fonte de renda para o sustento das suas famílias.

Enquanto os ambulantes irão ocupar nove mil metros quadrados, o grupo empresarial responsável pela gestão do Centro Comercial Popular vai controlar e explorar outros 21 mil, estima o vereador Luiz da Feira (PROS), contrário a forma como foi firmada a Parceria Público-Privada entre Prefeitura e os empreendedores.

Liderança dos vendedores informais que se recusam a deixar o centro da cidade e se transferir para o local proposto pela Prefeitura, ele diz que é indevido chamar o equipamento de “Shopping Popular”, com a diferença no tamanho das áreas destinadas aos camelôs em relação ao que se encontra à disposição dos parceiros privados. Luiz da Feira reiterou discurso dos últimos dias quanto as dificuldades financeiras dos ambulantes para arcar com as despesas previstas no contrato dos boxes, principalmente neste momento de crise causada pela pandemia da Covid-19. A categoria fez uma manifestação na madrugada desta quarta (16), contra os termos da realocação.

O vereador Alberto Nery (PT) chamou a atenção dos seus pares para a “forma covarde” com que a Prefeitura busca retirar as barracas da cidade: “não podemos permitir a forma truculenta de como estão retirando os camelôs”. O vereador Edvaldo Lima (MDB) declarou o seu apoio à causa dos ambulantes, uma vez que “as atividades no mercado informal são a fonte de renda para o sustento das suas famílias”.

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