Líder de Belarus diz que “não é santo” e propõe entregar cargo após referendo

Mais de 100.000 pessoas lotaram Minsk, capital da Bielorrússia, para exigir que o presidente Alexander Lukashenko se demitisse.
Mais de 100.000 pessoas lotaram Minsk, capital da Bielorrússia, para exigir que o presidente Alexander Lukashenko se demitisse.

Ele fez a oferta, que insistiu em dizer que não será concretizada enquanto estiver sendo pressionado pelos manifestantes, depois que a política de oposição exilada Sviatlana Tsikhanouskaya disse estar disposta a comandar o país.

A vulnerabilidade crescente de Lukashenko ficou clara quando ele enfrentou vaias e brados de “renuncie” durante um discurso a trabalhadores de uma das maiores plantas industriais estatais do país, que são o orgulho de seu modelo econômico de estilo soviético e uma base de apoio crucial.

A Rússia disse a Lukashenko que está disposta a fornecer ajuda militar a Belarus no caso de uma ameaça externa.

Lukashenko enfrenta o risco de sanções da União Europeia desde a repressão sangrenta dos protestos realizados após o que manifestantes disseram ter sido uma reeleição fraudulenta na semana passada. Ele nega ter perdido, citando resultados oficiais que lhe deram pouco mais de 80% dos votos.

Lukashenko disse aos trabalhadores que não haverá outra eleição presidencial, algo que a oposição quer, a menos que ele seja assassinado.

Ele também propôs mudar a Constituição, uma concessão aparente que dificilmente satisfará os manifestantes.

“Submeteremos as mudanças a um referendo, e cederei meus poderes constitucionais. Mas não sob pressão ou por causa da rua”, disse Lukashenko em comentários citados pela agência de notícias estatal Belta.

“Sim, não sou santo. Vocês conhecem meu lado duro. Não sou eterno. Mas se vocês arrastarem o primeiro presidente, arrastarão países vizinhos e todo o resto.”

Falando por videoconferência da Lituânia, Tsikhanouskaya exortou agentes de segurança e de cumprimento da lei a mudarem de lado, dizendo que serão perdoados se o fizerem agora.

“Estou pronta para assumir a responsabilidade e agir como uma líder nacional durante este período”, disse Tsikhanouskaya.

Ela pediu a criação de um mecanismo legal que garanta a realização de uma nova eleição presidencial justa.

*Com informações de Andrei Makhovsky, da Agência Reuters.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 108947 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]