Engenheiros iniciam a construção do maior reator de fusão nuclear do mundo; ITER é erguido em Saint-Paul-lès-Durance, França

Vista aérea do International Thermonuclear Experimenta, em Saint-Paul-lès-Durance, França.Vista aérea do International Thermonuclear Experimenta, em Saint-Paul-lès-Durance, França.

Foi iniciada em Saint-Paul-lès-Durance, município ao Sul da França, a construção do maior reator de fusão nuclear do mundo. O projeto, chamado de International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER), é resultado de um esforço colaborativo envolvendo 35 países que têm um objetivo ambicioso: provar a viabilidade econômica da geração desse tipo de energia com o uso de um dispositivo magnético gigantesco batizado de Tokamak.

Em teoria, o poder dessa modalidade surge a partir da energia liberada por dois núcleos atômicos mais leves que se fundem para formar um mais pesado, transformado em eletricidade. Caso a máquina seja economicamente vantajosa (gerando mais energia que a necessária para iniciar o processo), lançará as bases de uma maneira inédita de produção de energia limpa quase ilimitada em escala comercial.

A energia nuclear de fusão seria mais segura que a convencional, de fissão, uma vez que não apresenta riscos de colapsos ou de gerar resíduos. Entretanto, para isso, é preciso superar uma dificuldade estudada há seis décadas pela área: é difícil de prever o comportamento do plasma extremamente quente dentro dos reatores, responsável pela mágica, e de controlá-lo.

Construção monumental

Como se poderia imaginar, o ITER será um verdadeiro colosso da engenharia. Seu reator final pesará 23 mil toneladas, incluindo 3 toneladas de imãs supercondutores conectados uns aos outros por 200 quilômetros de cabos, mantidos resfriados a -269 °C por sistemas de criogênio – próximo do zero absoluto. Bernard Bigot, diretor geral do projeto, declara: “Construir a máquina peça por peça será como montar um quebra-cabeça tridimensional em uma intricada linha do tempo e com a precisão de um relógio suíço.”

A equipe envolvida, por sua vez, está otimista quanto aos testes que poderão ser realizados a partir do momento em que tudo entrar em funcionamento em 2025. Isso porque, com o plasma de autoaquecimento, a expectativa é que seja gerada uma quantidade de energia 10 vezes superior à de entrada, cerca de 500 MW a partir de 50 MW – uma fração da menor usina nuclear dos Estados Unidos.

De qualquer maneira, o mais impressionante é que temperaturas 10 vezes mais altas que a do núcleo solar podem ser atingidas pelo equipamento – que não é o único idealizado, uma vez que um grande número de startups pelo planeta quer tornar a fusão nuclear uma fonte comercialmente viável de energia.

Sobre a temperatura? Estamos falando de 150 milhões de graus Celsius.

*Com informações de Reinaldo Zaruvni, do TecMundo.

Vista do interior do International Thermonuclear Experimenta, em Saint-Paul-lès-Durance, França.

Vista do interior do International Thermonuclear Experimenta, em Saint-Paul-lès-Durance, França.

O International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER) é um projeto de reator experimental a fusão nuclear baseado na tecnologia do Tokamak. O projeto ITER é uma experiência destinada a atingir a próxima fase na evolução da energia nuclear, como meio de gerar eletricidade isenta de emissões.

Vista da construção do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER).

Vista da construção do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER).

O International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER) é um projeto de reator experimental a fusão nuclear baseado na tecnologia do Tokamak. O projeto ITER é uma experiência destinada a atingir a próxima fase na evolução da energia nuclear, como meio de gerar eletricidade isenta de emissões.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]