Eleições 2020: Tendências que desafiam o Marketing Eleitoral | Por Marcus Oliveira

O marketing eleitoral na era da comunicação de massa, com uso das redes sociais da internet.
O marketing eleitoral na era da comunicação de massa, com uso das redes sociais da internet.

Há dois anos os eleitores foram às urnas para votar para presidente, deputados federais, estaduais, governadores e senadores da República, num cenário político cheio de opções para todos os gostos (partidos e candidatos).

O resultado das últimas eleições nos mostra uma tendência, onde grande parte dos eleitores estão decidindo o seu voto pelo candidato e não mais pelo partido político.  Se fosse ao contraio Rui Costa não seria governador da Bahia e Jair Bolsonaro presidente da República.

Deixando de lado uma análise mais profunda, percebe-se que contradições se reproduziram em outros estados da federação, mas o ponto em questão é entendermos como estamos longe do voto ideológico partidário.

Há quem afirme que nada mudará, o eleitor repetirá práticas do passado não tão distante: trocar o voto por vantagens pessoais, confiar em promessas milagrosas e continuar a acreditar em “disco voador”, “capitão américa”, ou em apresentador de programas que distribuem dinheiro público.

Quem se habilita a desvendar esse comportamento que está escondido no inconsciente do eleitor?  Quem será capaz de decifrá-los? Quem conseguirá interpretá-los num cenário político confuso, convivendo com denúncias de corrupção e uma pandemia sem escala, além de ser humilhado, isolado socialmente sem esperança, de mãos atadas, mais crítico sob todos os aspectos?

O Superior Tribunal Eleitoral, estabeleceu dentro do calendário eleitoral, critérios para o período atribuído às ações de pré-campanha, dando assim legitimidade a figura do pré-candidato. Funciona como uma “consulta popular” onde o candidato pode interagir com as comunidades ouvindo e apresentando propostas com o objetivo de medir o grau de aceitação, para uma possível candidatura ao cargo eletivo postulado.

No marketing eleitoral o candidato é tratado como um produto que fala e tem prazo de validade limitado ao dia das eleições, diferente no marketing político o candidato é o rotulo do produto e o eleitor é levado a conhecer antes de consumir e comprovar sua eficiência pós eleitoral.

Existem diversas ferramentas disponíveis para uma disputa eleitoral, como as pesquisas de opinião, que são importantes para identificar o cenário e fazer um “retrato” da atual situação do candidato, mas não são um fator preponderante. Portanto, cada vez mais é evidente a necessidade de compreender o comportamento sociocultural do eleitor e entender o que o motiva ir às urnas declarar seu voto, assim poderemos entender os fatores influenciadores em família, em seu grupo e em sua comunidade, afinal o voto é individual e obrigatório, mas o resultado do pleito é coletivo.

Nesta próxima eleição para prefeitos e vereadores, veremos se o cidadão amadureceu ou se ainda vai comprar o produto “mais palatável” exposto na prateleira sem perceber o seu conteúdo, valor, benefícios e data de validade para os próximos quatro anos.

Na estrutura política o cargo de vereador deveria ser o primeiro degrau para se chegar a Presidente da República o segundo passo é eleger-se a prefeito. Essa importante base política formada nos municípios, norteará e produzirá um novo posicionamento geopolítico social que revelará um novo cenário para as próximas eleições presidenciais 2022.

Quem venha as eleições e que o resultado produza o perfil de uma sociedade consciente.

*Marcus Oliveira, publicitário e consultor de marketing.

Redação do Jornal Grande Bahia
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 106708 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]