De maio para junho de 2020, vendas do varejo baiano crescem 7,0%, mas seguem em queda (-12,6%) frente a junho de 2019, com o 2º maior recuo do país

Tabela informa índice de volume e da receita de vendas no comércio varejista na Bahia no mês e junho de 2020.
Tabela informa índice de volume e da receita de vendas no comércio varejista na Bahia no mês e junho de 2020.

Em junho, as vendas do varejo na Bahia cresceram (7,0%) frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Foi o segundo avanço consecutivo nessa comparação. De abril para maio as vendas haviam avançado 10,3% no estado, após dois meses de quedas históricas nesse indicador, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE.

Apesar do avanço, o resultado de junho ainda está longe de eliminar as perdas acumuladas desde março. Nos quatro meses desde que começou o isolamento social, como medida preventiva contra a pandemia da Covid-19, as vendas do varejo baiano ainda mostram queda de -13,6%.

De maio para junho, o comércio varejista baiano (7,0%) teve um resultado pior que o do Brasil como um todo, onde as vendas cresceram 8,0%. Houve aumentos em 24 das 27 unidades da Federação, lideradas por Pará (39,1%), Amazonas (35,5%) e Ceará (29,3%). Rio Grande do Sul (-9,0%), Paraíba (-2,4%) e Mato Grosso (-2,0%) apresentaram quedas.

Apesar do resultado positivo entre maio e junho, na comparação com junho de 2019, o desempenho das vendas na Bahia seguiu em queda (-12,6%). Além de ter sido a quarta queda seguida no ano, nessa comparação, para o comércio varejista da Bahia, foi o pior junho desde 2016, quando as vendas haviam recuado -13,2%.

O recuo baiano (-12,6%) foi o segundo mais intenso entre os estados, ficando acima apenas do Amapá (-14,8%). Foi um resultado ainda bem pior que o nacional, que mostrou variação positiva (0,5%).

Nesse confronto, houve altas em 12 dos 27 estados, com destaques para o Pará (17,9%), Piauí (16,5%) e Tocantins (15,3%).

Com o desempenho de junho, as vendas do varejo baiano acumulam queda de -11,3% no primeiro semestre de 2020, frente ao mesmo período de 2019. É também um resultado bem abaixo do nacional (-3,1%) e o pior primeiro semestre para o comércio do estado desde 2016, quando o acumulado nesse período havia mostrado queda de -13,1%.

No acumulado nos 12 meses encerrados em junho (frente aos 12 meses anteriores), o desempenho das vendas do comércio na Bahia também segue negativo (-3,6%) e abaixo do verificado no Brasil como um todo (0,1%).

Frente a junho/19, vendas caem em 5 das 8 atividades do varejo, puxadas mais uma vez por vestuário (-79,4%)

Em junho, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2019.

Além do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%), que vem se mantendo em alta desde março, móveis e eletrodomésticos tiveram um forte aumento (23,7%), o maior entre as atividades e o primeiro desde fevereiro; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos também mostraram avanço (6,0%), após dois recuos consecutivos.

Mais uma vez liderando as quedas em junho, o segmento de tecidos, vestuário e calçados (-79,4%) foi, pelo quarto mês seguido, o que mais contribuiu para o recuo do varejo na Bahia.

No primeiro semestre de 2020, a atividade viu suas vendas caírem quase pela metade (-47,5%) em relação ao mesmo período de 2019.

A segunda principal influência no resultado geral das vendas no estado veio, pelo terceiro mês seguido, do segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que teve o terceiro maior recuo (-28,7%). Apesar de cair desde fevereiro, a atividade, que engloba parte representativa dos grandes sites de comércio on-line, vem mostrando redução no ritmo do recuo.

Varejo ampliado na Bahia tem 2o maior aumento da história entre maio e junho (11,9%), mas tem a maior queda do país frente a junho/2019 (-12,6%)

Em junho, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano apresentou um grande avanço frente a maio, na série livre de influências sazonais (11,9%), ficando acima do varejo restrito no estado (7,0%). Apesar disso, o resultado foi levemente pior que a média nacional para o varejo ampliado (12,6%).

Foi o segundo maior aumento nas vendas do varejo ampliado baiano, nessa comparação com o mês anterior, em 16 anos, desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio para esse indicador (em 2004). O maior aumento foi registrado em maio deste ano (12,6%).

De maio para junho, apenas três estados não registraram avanço nas vendas do varejo ampliado: Paraíba (-0,3%), Mato Grosso (-2,2%) e Rio Grande do Sul (-6,5%).

Porém, frente a junho de 2019, as vendas do varejo ampliado na Bahia apresentaram o maior recuo do país (-12,6%). A queda foi igual à do varejo restrito (-12,6%). O Brasil como um todo apresentou ligeira queda (-0,9%), e 11 estados apresentaram resultados positivos, com Santa Catarina (24,6%), Tocantins (18,5%) e Pará (14,4%) tendo os melhores índices.

Assim como ocorre com o varejo restrito, o desempenho do varejo ampliado baiano no acumulado no primeiro semestre de 2020 está negativo (-14,9%), frente a um resultado de -7,4% nas vendas em nível nacional.

Já nos 12 meses encerrados em junho, a vendas do varejo ampliado na Bahia apresentam resultado de -4,7%, uma queda também maior que a do Brasil como um todo (-1,3%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Frente ao mesmo mês do ano anterior, o comércio de veículos na Bahia teve a maior queda para um mês de junho (-30,4%). Porém, o comércio de material de construção teve o maior aumento da história já aferido pelo IBGE (41,6%).

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