CNMP reconhece uso político-partidário por procuradores da República membros da força-tarefa do Caso Lava Jato; Corrupção de princípios degenera MPF

Em 14 de setembro de 2016, o procurador República Deltan Dallagnol apresentou power-point para atacar reputação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Membros do MPF promoveu palestras remunerados e foi denunciado. Atuação é avaliada por críticos como uma das mais fraudulentas da história do MPF. 
Em 14 de setembro de 2016, o procurador República Deltan Dallagnol apresentou power-point para atacar reputação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Membros do MPF promoveu palestras remunerados e foi denunciado. Atuação é avaliada por críticos como uma das mais fraudulentas da história do MPF. 

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu proibir que integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal da operação Lava Jato em Curitiba use instalações, equipamentos e recursos da instituição para fazer divulgação de “atividades políticas ou político-partidários”, em julgamento nesta terça-feira (25/08/2020) com críticas à atuação do grupo.

A decisão foi tomada pela maioria dos conselheiros ao arquivar um pedido de abertura de procedimento contra o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, pelo caso da apresentação de um PowerPoint para explicar a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá, em 2016.

Essa denúncia posteriormente levou Lula a ser condenado pelo então juiz Sergio Moro e posteriormente pela segunda instância, levando-o para a prisão e o impedindo de se candidatar à Presidência em 2018 devido à Lei da Ficha Limpa.

O colegiado do MP entendeu que o caso do PowerPoint está prestes a prescrever —ocorreria no próximo mês— e por isso não haveria condições de levar adiante a análise do caso.

Mas o CNMP destacou que os procuradores da força-tarefa têm de se abster de fazer comentários sobre fatos que não teriam relação com o caso em si.

Os questionamentos à Lava Jato —a maior operação de combate à corrupção do Brasil— ocorrem a menos de um mês do prazo para decisão se a força-tarefa de Curitiba será renovada ou não pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

*Com informações da Agência Reuters.

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