Chuvas na zona rural de Feira de Santana são benéficas, mas mostram problemas estruturais nas estradas

Mesmo com o tempo desfavorável, a Prefeitura de Feira de Santana trabalha para melhorar as condições das vias vicinais do município.
Mesmo com o tempo desfavorável, a Prefeitura de Feira de Santana trabalha para melhorar as condições das vias vicinais do município.

Na zona rural, as chuvas favorecem o plantio e o aumento da produção. Entretanto, trazem problemas estruturais nas estradas. Mesmo com o tempo desfavorável, a Prefeitura de Feira de Santana trabalha para melhorar as condições das vias vicinais do município.

Apenas quatro estradas da zona rural são pavimentadas: a que liga o bairro Limoeiro ao distrito de Humildes; a que liga a sede de Maria Quitéria a BR-116, a estrada entre a Matinha e a BR-116 e a que leva ao povoado da Terra Dura, em Humildes.

O serviço é necessário para facilitar o deslocamento dos moradores da zona rural – entre povoados e para a sede municipal, bem como atender as necessidades do escoamento da produção agrícola.

Milhares de estudantes também são transportados para escolas da sede ou de povoados – devido à pandemia do novo coronavírus as aulas estão suspensas na rede municipal.

A correção das estradas, que está sendo feita em algumas frentes, alia o patrolamento, encascalhamento, espalhamento e compactação que as deixam mais resistentes.

Neste ano, mesmo com o grande volume de chuvas, o serviço está sendo facilitado pelo uso de máquinas e equipamentos recentemente comprados pela Prefeitura, como patróis, pás carregadeiras e caçambas.

Em vários pontos é necessário fazer valas laterais por onde são escoadas as águas que se avolumam no meio da estrada. As chuvas dificultam o serviço, que para ser duradouro precisa de piso seco e tempo firme.

Até julho de 2020, volume das chuvas superou 2019

O volume das chuvas que caiu em Feira de Santana até julho deste ano – 831 milímetros, é 12% maior do que o registrado em todo ano passado – quando este índice atingiu 739 milímetros.

Os números indicam que neste ano o acumulado de água numa caixa aberta que tenha base de um metro quadrado foi de 831 milímetros de altura.

A frequência das chuvas nos últimos quatro meses, de diversas intensidades, influencia na recuperação da pavimentação de ruas e avenidas. Para que o serviço seja duradouro, o piso não deve apresentar umidade.

Recentemente o prefeito Colbert Filho anunciou amplo serviço de recuperação da malha asfáltica da cidade, com a compra de 26 mil toneladas de asfalto a quente, o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente).

O prefeito afirmou que as ruas ganharão nova camada asfáltica, e não um simples tapa-buracos, começando pelas mais castigadas, as que registram grande fluxo de veículos e corredores do transporte público urbano.

Milhares de metros quadrados de artérias serão beneficiados ao longo dos próximos meses. Principalmente com a esperada mudança climática, a partir do próximo mês, com queda na frequência das chuvas.

O serviço está sendo feito na rua Marechal Castelo Branco – entre as avenidas Maria Quitéria e a Eduardo Fróes da Motta e na rua Artêmia Pires, o mais usado corredor de tráfego da zona leste da cidade.

Redação do Jornal Grande Bahia
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