Apostas esportivas prometem movimentar a economia brasileira

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O mercado de apostas eletrônicas sobre eventos esportivos movimenta cerca de R$ 4,3 bilhões no Brasil.
O mercado de apostas eletrônicas sobre eventos esportivos movimenta cerca de R$ 4,3 bilhões no Brasil.

Atualmente no Brasil, o mercado de apostas eletrônicas sobre eventos esportivos movimenta cerca de R$ 4,3 bilhões e é explorado somente por sites estrangeiros. Enquanto a regulamentação dos jogos online não é oficializada no País, os brasileiros continuam apostando em sites confiáveis hospedados no exterior.

Embora o status legal das apostas de futebol tenha evoluído no último governo, especialistas indicam que o setor poderá ser regulamentado apenas em 2021. Esse atraso deve-se à pandemia do novo coronavírus que, além de direcionar parte do governo para a gestão da crise sanitária, contribuiu para o cancelamento ou adiamento de torneios e campeonatos esportivos no mundo todo.

Este foi um dos assuntos debatidos pelos palestrantes do SBC Digital Summit 2020, evento online sobre a indústria de apostas e jogos, que ocorreu virtualmente entre 27 de abril e 1º de maio  deste ano. Neil Montgomery, fundador da Montgomery e Associados, escritório de advocacia especializado em negócios relacionados a jogos e apostas, disse no SBC que a pandemia da Covid-19 atrasou bastante a regulamentação do mercado brasileiro.

Esta regulamentação está prevista desde dezembro de 2018, quando o então presidente Michel Temer sancionou no final do seu mandato a Lei nº 13.756, que permite a atuação de empresas estrangeiras de apostas esportivas de quotas fixas no Brasil (“quota fixa” se refere às apostas esportivas que o apostador sabe quanto irá receber, caso vença). Mas esse decreto ainda não foi assinado pelo presidente Bolsonaro, e é isso que está à espera para a regulamentação final.

De acordo com membros do governo, a demora ocorre porque técnicos da equipe econômica estão estudando o funcionamento das apostas esportivas em alguns países onde a prática já é liberada. Eles também entendem que, além de viabilizar o negócio para as empresas, precisam cuidar dos interesses dos apostadores e dos recursos arrecadados, que devem ser direcionados para área social.

Segundo Montgomery, o melhor cenário para a legalização das apostas de cotas fixas seria o final de 2020, mas caso o decreto não seja assinado até dezembro ou ocorram mudanças no texto, a lei perderá a validade e deverá voltar ao Congresso, o que atrasará em mais alguns meses o processo.

Casas de apostas esportivas patrocinam times brasileiros

Diante deste cenário otimista, as operadoras de apostas esportivas passaram a investir em parcerias com clubes de futebol de todo o País. Atualmente 13 clubes, dos 20 que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, são patrocinados por alguma marca ligada ao segmento de apostas. Na temporada passada esse número era maior, chegando a 16 equipes.

Os grandes contratos foram possíveis justamente pela lei de 2018, que mudou definitivamente o mercado publicitário no futebol. Atualmente, cerca de 450 sites especializados em apostas esportivas atuam no Brasil, mas a maioria não está sediada no País. A meta do futebol nacional é que as 50 maiores empresas possam estar envolvidas em parcerias com os clubes.

A NetBet, por exemplo, anunciou em janeiro deste ano a parceria com o Red Bull Bragantino, clube de Bragança Paulista, interior de São Paulo. A marca do site de apostas esportivas está estampada na manga da camisa do time. O contrato com o clube é válido para toda a temporada do futebol brasileiro de 2020. A empresa também investe nos times masculino e feminino do Vasco da Gama, no Basquete Cearense, além de patrocinar o lutador Junior Cigano no UFC.

Sobre a legalização dos cassinos físicos no Brasil, o governo ainda não apresentou novidades concretas. O que se sabe é que o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, tem planos de liberar os empreendimentos com resorts integrados. Neste momento de crise econômica, explorar uma atividade rentável como essa poderia ser uma ótima alternativa para os cofres públicos, pois os cassinos têm potencial para altos retornos financeiros, o que pode ser comprovado em vários países do mundo.

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