Em julho de 2020, prévia da inflação na Região Metropolitana de Salvador vai a 0,75% e é a segunda maior do país

Tabelas informam variação mensal acumulada da inflação até julho de 2020, segundo IBGE.
Tabelas informam variação mensal acumulada da inflação até julho de 2020, segundo IBGE.

Em julho de 2020, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, acelerou pelo segundo mês seguido e chegou a 0,75% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), acima tanto do registrado em junho (0,05%) quanto do índice de julho de 2019 (0,13%).

Foi o maior IPCA-15 para um mês de julho na RM Salvador desde 2004, quando o índice havia ficado em 0,85%. Considerando todos os meses do ano, foi a segunda maior alta de 2020, abaixo apenas do índice de janeiro (0,89%).

Além de ter sido mais que o dobro do índice nacional (0,30%), o IPCA-15 de julho na RM Salvador (0,75%) foi o 2o mais alto entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE. Ficou levemente abaixo apenas do verificado na Região Metropolitana de Curitiba/ PR (0,76%).

No mês, as menores variações ocorreram nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro (-0,7%), Porto Alegre (0,07%) e São Paulo (0,19%).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 16 de junho e 14 de julho.

No acumulado de janeiro a julho de 2020, o IPCA-15 da RM Salvador teve importante aceleração, indo a 1,42%, frente ao 0,67% acumulado no primeiro semestre do ano. Também está bem acima do índice do Brasil como um todo (0,67%) e é o 3o mais alto dentre os 11 locais pesquisados.

Nos 12 meses encerrados em julho, o índice acumula alta de 2,42%, acelerando em relação aos 12 meses encerrados em junho (1,79%) e já ultrapassando o indicador nacional (2,13%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de julho para o Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Gasolina tem forte alta (10,98%), e grupo transportes (2,63%) puxa prévia da inflação de julho para cima, na RMS

O IPCA-15 de julho na Região Metropolitana de Salvador (0,75%) foi resultado de aumentos nos preços médios de seis dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice.

Grupos de despesas com maior peso no orçamento das famílias na RMS, transportes (2,63%) e alimentação e bebidas (0,76%) foram as principais pressões de alta no mês, sob forte influência, respectivamente, dos combustíveis (10,67%) e da alimentação no domicílio (1,05%).

Com o terceiro maior aumento dentre as centenas de produtos e serviços contemplados no IPCA-15, a gasolina (10,98%) foi o item que, individualmente, mais puxou a prévia da inflação de julho para cima. A alta na RM Salvador foi a maior do país e mais que o dobro da média nacional (4,47%).

O etanol (11,83%) teve o segundo maior aumento entre todos os itens na RMS e a quinta maior contribuição, e o diesel (4,41%) também mostrou alta.

Entre os alimentos, além do pão francês (4,69%), houve aumentos importantes nas carnes em geral (5,19%), sobretudo a costela (7,33%), leites e derivados (3,24%) e frutas (4,63%), entre outros.

Com a segunda maior alta entre os grupos de produtos e serviços e a terceira maior contribuição para o IPCA-15 de julho, os custos com habitação (0,79%) foram pressionados, sobretudo, pelas altas na energia elétrica (1,88%) e no gás de botijão (2,36%).

Dentre os três grupos com deflação, a principal influência no sentido de conter o IPCA-15 de julho, na RM Salvador, veio do grupo vestuário (-1,95%), seguido por educação (-0,17%).

Ainda assim, individualmente, os itens em queda que mais puxaram o índice para baixo foram alimentos (tomate, -21,55%; cebola, -12,37%; e batata-inglesa, -7,60%) e do grupo transporte (seguro de veículo, -4,95%; e transporte por aplicativo, -8,27%).

Tabelas informam variação mensal acumulada da inflação até julho de 2020, segundo IBGE.
Tabelas informam variação mensal acumulada da inflação até julho de 2020, segundo IBGE.
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