Deputado Rodrigo Maia rejeita CPMF para financiar Bolsa Família e defende limite de gastos para 2021

Deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Rodrigo Maia: CPMF não vai melhorar o ambiente de negócio, vai travar nosso crescimento.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a rechaçar a criação de um novo imposto nos moldes da CPMF. Para ele, a ferramenta não melhora o ambiente de negócios e é capaz de travar o crescimento do País. “Criar a CPMF para quem pagar a conta? Para a sociedade mais uma vez pagar a conta? Temos um estado muito grande, uma carga tributária muito alta”, disse. Para ele, é necessário melhorar a qualidade do gasto. “CPMF não vai melhorar ambiente de negócios não vai melhorar a produtividade da economia. Vai travar nosso crescimento”, disse.

Maia disse ainda ser contra o imposto sobre grandes fortunas. “Acho que ele não resolve o problema e vai tirar as grandes fortunas do Brasil. Mas também não dá para dizer que a CPMF é mais justa que imposto sobre grandes fortunas. Não é possível que alguém ache que tributar a base da sociedade, como você vai tributar na CPMF, é melhor do que tributar quem tem mais renda. Eu acho que não é nem um, nem outro”, afirmou.

Maia falou ainda sobre a necessidade da reforma tributária acabar com os regimes especiais. “Tem regimes especiais, setores que foram beneficiados ao longo dos anos e foi uma construção. Se você pegar o sistema tributário, administração pública, a previdência, tudo acabou sendo concentrado poder naqueles que tiveram poder de lobby no poder Executivo e Legislativo”, disse. “Deveríamos acabar com essas distorções. O próprio simples gera distorções”, afirmou.

Desafio para o próximo ano é sentar em cima de teto de gastos e não deixar mexer, diz deputado Rodrigo Maia

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos grandes desafios para o próximo ano será manter o teto de gastos. “Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído. Nosso grande desafio do próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar ninguém mexer, porque as tentações são grandes, e elas vão gerar aumento de carga tributária ou de dívida, que, no final, acaba sendo paga pela sociedade”, disse Maia em live nesta quarta-feira com o economista Renoir Vieira.

Para ele, a discussão sobre mudar o teto de gastos só pode ser feita depois de se organizar a estrutura da administração pública. “Mas acho que essa pressão não vai ser pequena não, vai ser muito grande, e nós temos que ficar atentos a isso”, disse.

*Com informações de Camila Turtelli, do Broadcast de Política do Estadão.

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