PGR investiga financiamento de canais de redes sociais que transmitem atos contra STF e Congresso Nacional; Cerco a milícia bolsonarista é ampliado

Augusto Aras, procurador-geral da República.Augusto Aras, procurador-geral da República.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga o financiamento e o lucro de canais de redes sociais pró-governo que divulgam protestos pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional no inquérito que apura a realização de atos antidemocráticos, disse uma fonte com conhecimento das apurações à Reuters esta segunda-feira (22/06/2020).

Outra frente de apuração, conforme a fonte, analisa se parlamentares usaram recursos da cota de gabinete —verba reservada para divulgação de atividades do mandato— para financiar empresas que divulgaram os atos pelas redes sociais.

Essas duas frentes de investigação constam do inquérito e foram reveladas em reportagem desta segunda pelo jornal O Globo e confirmadas pela Reuters com a fonte.

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, relator desse inquérito no Supremo, aceitou pedido da PGR e determinou a quebra de sigilo de parlamentares para investigar as suspeitas.

A Procuradoria quer se aprofundar nas investigações e averiguar se há mesmo vinculação direta entre 10 deputados e um senador com a organização e financiamento desses atos.

Parlamentares bolsonaristas alegam haver perseguição contra aliados de Jair Bolsonaro. O próprio presidente já compareceu a alguns desses atos, que costumam ter faixas pedindo o fechamento do Congresso Nacional e do STF.

*Com informações de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello, da Agência Reuters.

Augusto Aras, procurador-geral da República.

Augusto Aras, procurador-geral da República.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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