Vereador questiona as restrições ao funcionamento do Shopping Boulevard Feira de Santana e cobra ação sobre localidades próximas a São Gonçalo dos Campos

Roberto Tourinho: nós entendemos a necessidade de que funcione o Feiraguay, um importante entreposto comercial de Feira de Santana, como também, entendemos a cobrança dos lojistas do Shopping Boulevard.
Roberto Tourinho: nós entendemos a necessidade de que funcione o Feiraguay, um importante entreposto comercial de Feira de Santana, como também, entendemos a cobrança dos lojistas do Shopping Boulevard.
Roberto Tourinho: nós entendemos a necessidade de que funcione o Feiraguay, um importante entreposto comercial de Feira de Santana, como também, entendemos a cobrança dos lojistas do Shopping Boulevard.
Roberto Tourinho: nós entendemos a necessidade de que funcione o Feiraguay, um importante entreposto comercial de Feira de Santana, como também, entendemos a cobrança dos lojistas do Shopping Boulevard.

Em pronunciamento, na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, durante a sessão ordinária desta terça-feira (12/05/2020), o vereador Roberto Tourinho (PSB) defendeu a abertura do Shopping Boulevard e criticou a justificativa do prefeito Colbert Martins sobre a permanência das restrições para o seu funcionamento.

“Nós entendemos a necessidade de que funcione o Feiraguay, um importante entreposto comercial de Feira de Santana, como também, entendemos a cobrança dos lojistas do Shopping Boulevard – que estão amargando prejuízo com as lojas fechadas, tendo o compromisso de pagar os funcionários e fornecedores. Isso causa uma preocupação, mas pasmem, o prefeito estava completamente sem saber como justificar”, discorreu o edil.

De acordo com Tourinho, quando questionado sobre a flexibilização do Feiraguay e a permanência do fechamento do Shopping, o prefeito respondeu de forma incoerente, ao afirmar que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Nesta perspectiva, o edil teceu críticas ao posicionamento de Colbert Martins e à forma pela qual respondeu aos questionamentos da população, indicando um possível “despreparo” do gestor.

O parlamentar ainda mencionou o requerimento – em tramitação – que solicita esclarecimentos acerca das verbas investidas na construção de novos leitos preparados para pacientes com COVID-19. E declarou: “ao mesmo tempo em que o município recebe os recursos, paradoxalmente, aumenta o número de casos confirmados de coronavírus em Feira de Santana. Até o dia de ontem, já tínhamos 129 casos e muito pouco se ouve falar de ação efetiva. A Prefeitura adaptou alguns poucos leitos no Hospital da Mulher para o atendimento de mães contaminadas com o coronavírus, então, o que nós estamos vendo são puxadinhos”.

Em aparte, o vereador Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (DEM) informou que já houve a licitação para definir a instituição que irá gerir o Hospital Mater Dei no período da pandemia.

Roberto Tourinho cobra ação da Prefeitura de Feira sobre localidades próximas a São Gonçalo

A tribuna da Câmara Municipal para criticar o impasse existente entre várias localidades situadas nos limites do município de Feira de Santana com o município de São Gonçalo dos Campos, a exemplo do CIS e do CIS Norte.

De acordo com o edil, os moradores de tais localidades buscam, há mais de 20 anos, na Justiça e nas Prefeituras dos municípios de Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos uma solução para o impasse territorial existente.

“Na última quinta-feira fui a uma daquelas localidades para analisar a situação e detectamos que a área territorial se confunde onde começa São Gonçalo e termina Feira. Aqueles moradores têm uma ligação direta com a nossa cidade, pois a maioria das crianças estudam em escolas feirenses, e os moradores costumam seguir os feriados daqui. Porém, na demarcação entre os municípios, boa parte das localidades são pertencentes a São Gonçalo dos Campos, mas quem realiza a limpeza das ruas e é responsável pela iluminação é o município de Feira de Santana”, relatou o vereador.

Roberto Tourinho ainda pontuou: “Esses moradores hoje encontram-se abandonados. Ruas como a Aroeira e a Boa Esperança encontram-se esburacadas, cheias de lama. A Prefeitura de São Gonçalo, quando provocada, diz que as localidades são atendidas por Feira de Santana. A Prefeitura de Feira, por sua vez, diz que pertencem a São Gonçalo. Eles são moradores sem pátria; são como aqueles refugiados que fogem da guerra, fogem dos seus países, e não têm ligação nem com seu país de origem nem com a pátria que lhe acolheu”.

Em seu discurso, o edil acrescentou que os moradores de tais localidades não são atendidos, por exemplo, nas unidades de saúde do município de Feira de Santana porque, quando chegam a tais locais, dizem que eles residem em São Gonçalo. “Existe uma Lei, de nº 12.057/2011, que dispõe sobre a atualização das divisas intermunicipais do Estado da Bahia. De 2011 para cá a lei possibilitou que os municípios resolvam este interesse territorial. Os moradores, porém, padecem pela solução deste problema”, disse Tourinho.

Ainda segundo o vereador, as prefeituras das duas cidades nunca quiseram resolver este problema. “É completamente inadmissível que estes moradores tenham este direito relegado. Quero cobrar, mais uma vez, da Prefeitura de Feira de Santana para que alguém sente com um representante do município de São Gonçalo dos Campos a fim de que deem a este povo a dignidade e o pertencimento que eles merecem”, finalizou.

Redação do Jornal Grande Bahia
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