Vereador discursa sobre indicações apresentadas ao Governo Municipal de Feira de Santana e reclama de demora para entrega do HGCA 2

Cadmiel Mascarenhas: nós precisamos ter centros de atendimento para realizar pequenas cirurgias e tratamentos na cidade.
Cadmiel Mascarenhas: nós precisamos ter centros de atendimento para realizar pequenas cirurgias e tratamentos na cidade.

Na manhã desta segunda-feira (18/05/2020), o vereador Cadmiel Pereira (DEM) usou a tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana para discursar a respeito de algumas indicações feitas por ele ao prefeito Colbert Martins a fim de fortalecer determinadas ações no município. Uma delas diz respeito ao Hospital Mater Dei, para que seja transformado em um hospital municipal.

“Nós precisamos ter centros de atendimento para realizar pequenas cirurgias e tratamentos na cidade. Quando terminar a pandemia, nós não podemos esquecer que outras doenças existem. E também não podemos esquecer da dengue, zika e chikungunya, que estão aí, acontecendo em diversos bairros e distritos. Serraria Brasil e Brasília, por exemplo, precisam de ações mais efetivas, porque estão focando na pandemia do coronavírus, mas esquecendo da dengue, da zika e da chikungunya”, frisou o vereador.

O parlamentar, em seu discurso, abordou também uma indicação feita por ele com o objetivo de que o Governo Municipal realize a compra dos alimentos que estão sendo colhidos na zona rural, mas não estão sendo vendidos por causa da pandemia do coronavírus. “Não teremos São João, não teremos Arraiá do Comércio, não teremos nenhum festejo junino. Fiz uma indicação ao prefeito solicitando que compre os produtos agrícolas dos moradores da zona rural que, por causa da chuva, tiveram, graças a Deus, boa produção de amendoim, milho…, mas não têm pra quem vender”, disse.

Em aparte, o vereador Luís Augusto de Jesus – Lulinha (DEM) ressaltou que, apenas um bairro feirense tem 15 pessoas infectadas com uma das arboviroses citadas. “Mas eu fiz a solicitação de um produto que já chegou; agora vou confirmar com o presidente da Associação dos Agentes de Endemias para saber se está confirmada para esta semana a circulação dos carros do fumacê para fortalecer o combate ao mosquito Aedes Aegypti”, pontuou.

Cadmiel Pereira falou ainda, durante o seu discurso, sobre a atuação do governo do Estado no município feirense. “Não podem apagar Feira de Santana do mapa! Não tem secretário de segurança, saúde, agricultura, educação, meio ambiente… não existe secretário estadual para olhar por Feira de Santana! Que brincadeira é essa do deputado Zé Neto, do desgoverno do PT, do governador Rui Costa?! A gente não pode precisar do governo do PT, porque não tem força política nem para trazer um caminhão de máscara para a cidade”, finalizou.

Cadmiel Pereira reclama de demora para entrega do HGCA – 2

O vereador Cadmiel Pereira (DEM) comunicou que visitou as obras do Hospital de Campanha do Município de Feira de Santana para o combate ao novo coronavírus (Covid-19). A unidade vai funcionar no antigo Hospital Mater Dei.

O parlamentar informou que foi acompanhado do secretário Municipal de Serviços Públicos, Justiniano França, e da enfermeira Michele Teixeira. Ele elogiou o trabalho realizado pelo Governo Municipal no combate a pandemia. “Observar os esforços que o município está fazendo sozinho, para poder apresentar para Feira o hospital de campanha. A Covid- 19 é uma realidade que estamos acompanhando e a população precisa de uma resposta sobre o que está sendo feito. Feira corre a passos largos, sozinha, buscando recursos, buscando apoio da população para se proteger”, disse.

O vereador criticou o fato da entrega da obra do Hospital Geral Clériston Andrade 2, que terá 40 leitos de UTI dedicados a pessoas com Covid-19, estar prevista para o mês de junho. “Ouvir o governador da Bahia e o secretário de Saúde do Estado falarem que, talvez em junho, possam chegar leitos para Covid – 19, no Clériston, é um murro no estômago. Se chegarmos bem até lá, tudo certo. Mas se não chegarmos, Deus no ajude”, lamentou. E acrescentou: “A pandemia começou faz mais de dois meses. Agora, o governador fala de leito para junho.”

Cadmiel Pereira analisou que a demora para conclusão da obra demonstra ‘falta de interesse em terminar o hospital”. “Neste momento que Feira vence prognósticos referentes a pandemia e achatamento da curva, isso leva ao ciúme e inveja. O governador e o secretário queriam que Feira estivesse uma tragédia. Para poder ganhar politicamente”, ponderou

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