Taxa de desocupação na Bahia foi de 18,7% no 1º trimestre de 2020, a maior do país; Salvador teve a 2ª taxa entre as capitais , diz IBGE

Tabela do IBGE apresenta taxa de desocupação do 1º trimestre de 2020 na Bahia.
Tabela do IBGE apresenta taxa de desocupação do 1º trimestre de 2020 na Bahia.
Tabela do IBGE apresenta taxa de desocupação do 1º trimestre de 2020 na Bahia.
Tabela do IBGE apresenta taxa de desocupação do 1º trimestre de 2020 na Bahia.

No 1º trimestre de 2020, a taxa de desocupação na Bahia ficou em 18,7%, acima da verificada tanto no 4º trimestre (16,4%) quanto no 1º trimestre de 2019 (18,3%).

Foi a maior taxa de desocupação do país e um recorde para o estado desde o início da série histórica da PNAD Contínua, do IBGE, em 2012. No 1º trimestre de 2020, a taxa de desocupação no Brasil foi de 12,2%.

A taxa de desocupação mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade desocupadas (que não trabalham e estão procurando trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

Salvador teve taxa de desocupação de 17,5% nos três primeiros meses de 2020, bem acima dos 15,2% verificados no 4º trimestre de 2019 e da taxa do 1º trimestre do ano passado (15,8%).

Com esse resultado, a cidade voltou a subir no ranking de desocupação entre as capitais, da 3ª posição no ano de 2019 para a 2ª posição nos primeiros três meses de 2020, abaixo apenas de Manaus /AM (18,5%).

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa de desocupação do 1º trimestre ficou em 18,9%, também maior que a do 4º trimestre de 2019 (16,4%) e que a do 1º trimestre do ano passado (18,7%).

Assim, a RMS também voltou a ser a região metropolitana com maior taxa de desocupação no país, após ter encerrado 2019 na 2ª posição.

No 1º trimestre, total de pessoas ocupadas na Bahia cai, e os que procuram trabalho (desocupados) atingem novo recorde: 1,3 milhão de pessoas

Na Bahia, o avanço na taxa de desocupação no 1º trimestre de 2020 foi resultado de uma combinação entre a diminuição do número de pessoas trabalhando (população ocupada) e o aumento do número dos que estavam procurando trabalho (população desocupada).

Isso ocorreu com mais intensidade na comparação com o 4º trimestre de 2019, mas também se verificou, em menor dimensão, na comparação com o 1º trimestre do ano passado.

No 1º trimestre de 2020, o número de pessoas trabalhando no estado (população ocupada) ficou em 5,7 milhões, o que representou menos 109 mil pessoas (-1,9%) em relação trimestre anterior (5,7809 milhões de pessoas estavam ocupadas no 4º trimestre do ano passado) e menos 24 mil (-0,4%) em relação aos três primeiros meses de 2019.

Com a diminuição da população ocupada, a Bahia chegou, no 1º trimestre deste ano, ao menor percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade trabalhando desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012: 47,3%.

O número de pessoas desocupadas (que não estavam trabalhando e procuraram trabalho) aumentou nas duas comparações e chegou, no 1º trimestre, a seu recorde histórico na Bahia: 1,311 milhão de pessoas.

Em relação ao 4º trimestre de 2019, a população desocupada no estado cresceu 14,9%, o que representou mais 170 mil desocupados. Em relação ao 1º trimestre de 2019, quando havia 1,282 milhão de desocupados, o aumento foi de mais 29 mil desocupados (+2,3%).

Já o número de pessoas que não estão trabalhando nem procurando trabalho (ou seja, estão fora da força de trabalho) ficou em 5,031 milhões, na Bahia, no 1º trimestre de 2020.

Mostrou um discreto viés de baixa frente o 4º trimestre de 2019 (quando eram 5,039 milhões), mas cresceu um pouco na comparação com o 1º trimestre do ano passado, quando havia 4,948 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia, 28 mil a menos que nos três primeiros meses de 2020.

Dentre esses que estão fora da força de trabalho, os desalentados somaram 778 mil pessoas, na Bahia, no 1º trimestre de 2020.

O estado mantém a maior população de desalentados do país e houve discretas altas nesse contingente tanto frente ao 4º trimestre (quando havia 774 mil pessoas nessa situação) quanto em relação ao 1º trimestre de 2019 (quando eram 768 mil pessoas).

A população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

No Brasil como um todo, os desalentados chegaram a 4,770 milhões no 1º trimestre do ano.

Na cidade de Salvador e na região metropolitana da capital, os movimentos no mercado de trabalho no 1º trimestre foram parecidos com os verificados no estado como um todo, com redução na ocupação e aumento da procura por trabalho (menos intenso na RMS).

Mas houve também nesses dois locais um aumento mais importante no número de pessoas que não estavam trabalhando nem procurando trabalho (fora da força de trabalho), tanto frente ao 4º trimestre quanto na comparação com o 1º trimestre de 2019.

A tabela a seguir traz as populações e suas variações em números absolutos, para Salvador e Região Metropolitana.

Informalidade recua um pouco em relação a 2019, mas ainda atinge pouco mais da metade dos trabalhadores baiano (52,9%)

No 1º trimestre, na Bahia, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exceto empregados domésticos) somavam 1,462 milhão de pessoas.

Houve uma discreta variação para cima nesse contingente em relação ao 4º trimestre de 2019, quando os trabalhadores com carteira somavam 1,454 milhão de pessoas, no estado. Frente ao 1º trimestre do ano passado, porém, quando 1,464 milhão de trabalhadores tinham carteira assinada, o número praticamente não se alterou, mostrando ainda um viés de baixa.

Por outro lado, 972 mil pessoas eram empregadas no setor privado sem carteira assinada no 1º trimestre deste ano, na Bahia. Esse contingente teve reduções estatisticamente significativas tanto frente ao 4º trimestre de 2019 (-8,6%, eram 1,064 milhão de trabalhadores sem carteira) quanto em relação ao 1º trimestre do ano passado (-9,3%, havia 1,072 milhão de empregados sem carteira no estado).

Já os trabalhadores por conta própria somavam 1,693 milhão no 1º trimestre deste ano, na Bahia, também mostrando leve redução em relação ao 4º trimestre de 2019, quando eram 1,745 milhão de pessoas, mas ainda num viés de alta frente ao 1º trimestre do ano passado (1,675 milhão, menor patamar da série histórica).

Com a redução sobretudo no número de empregados sem carteira, o total de trabalhadores informais na Bahia também mostrou queda.

No 1º trimestre, 3,016 milhões de pessoas ocupadas no estado estavam na informalidade, ou seja, eram empregados sem carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos), empregadores ou trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ ou trabalhadores auxiliares familiares. Isso representava pouco mais da metade de todas as pessoas que trabalhavam (52,9%).

Esse número diminui tanto em relação ao 4º trimestre, quando havia 3,186 milhões de informais (54,8% dos ocupados), quando na comparação com os três primeiros meses de 2019 (3,115 milhões de informais ou 54,4% dos trabalhadores no estado).

No Brasil como um todo, a informalidade atingia, no 1º trimestre de 2020, 39,9% dos trabalhadores, o que representava 36,8 milhões de pessoas.

No 1º tri/20, atividades de comércio e transportes têm maiores perdas de postos de trabalho no estado

Na passagem do 4º trimestre de 2019 para o 1º trimestre de 2020, houve diminuição do número de pessoas trabalhando em 6 dos 10 grupamentos de atividade investigados na Bahia. Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-82 mil pessoas); transporte, armazenagem e correio (-36 mil pessoas); e serviços domésticos (-36 mil pessoas) tiveram os saldos mais negativos.

Por outro lado, os setores de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+44 mil pessoas ocupadas) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+41 mil) tiveram os maiores saldos positivos nessa comparação.

As atividades de comércio e transportes também lideraram as reduções no número de ocupados na comparação com o 1º trimestre de 2019, com saldos negativos de -87 mil e -61 mil trabalhadores, respectivamente.

Os maiores saldos positivos nesse confronto anual também vieram da administração pública (+89 mil pessoas trabalhando) e das atividades agropecuárias (+65 mil ocupados).

No 1º trimestre, rendimento médio dos trabalhadores aumenta na Bahia, em Salvador e na região metropolitana da capital, em todas as comparações

No 1º trimestre de 2020, os rendimentos médios mensais dos trabalhadores da Bahia, de Salvador e da região metropolitana da capital mostraram avanços reais (descontados os efeitos da inflação) tanto em relação ao 4º trimestre de 2019 quanto frente ao 1º trimestre do ano passado.

No estado, o rendimento médio real habitualmente recebido ficou em R$ 1.659, frente a R$ 1.620 no 4º trimestre e R$ 1.583 no 1º trimestre de 2019.

Na capital, o rendimento médio real habitualmente recebido ficou em R$ 2.738, um pouco acima do verificado no 4º trimestre de 2019 (R$ 2.728) e maior que o do 1º trimestre do ano passado (R$ 2.562).

Já na RMS, o rendimento ficou em R$ 2.495 no 1º trimestre deste ano, frente a 2.440 no 4º trimestre e R$ 2.355 no 1º trimestre de 2019.

Redação do Jornal Grande Bahia
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 108775 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]