Sob a liderança de Benjamin Netanyahu, novo governo de Israel é aprovado e mira anexações na Cisjordânia

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

O Parlamento de Israel aprovou neste domingo (18/05/2020) o novo governo de unidade do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, encerrando mais de um ano de impasse político, mas o premiê ainda enfrenta um julgamento que começa na próxima semana por suposta corrupção.

A decisão de dividir o poder com o ex-rival e líder da coligação centrista Azul e Branco, Benny Gantz, abre caminho para Netanyahu avançar para anexar partes da Cisjordânia ocupada, terra que os palestinos buscam para um Estado.

Após três eleições inconclusivas, o conservador Netanyahu seguirá primeiro-ministro por 18 meses antes de entregar o cargo a seu novo parceiro.

Gantz, ex-chefe das Forças Armadas, será ministro da Defesa de Netanyahu e “primeiro-ministro alternativo”, uma nova posição que Netanyahu ocupará quando Gantz assumir o comando.

Ao assumir como premiê “alternativo” após deixar seu lugar para Gantz, Netanyahu espera evitar ter que renunciar, de acordo com as regras legais, que permitem que um primeiro-ministro permaneça no cargo, mesmo se acusado de um crime.

Líder mais antigo de Israel, Netanyahu, de 70 anos, chegou ao poder em 1996 e cumpriu três mandatos consecutivos desde 2009. Ele será julgado em 24 de maio por acusações de suborno, quebra de confiança e fraude, o que ele nega.

“O povo queria unidade e é isso que consegui”, disse Netanyahu ao Parlamento, citando o desejo de evitar uma quarta eleição e a necessidade de uma batalha contra a Covid-19.

O Parlamento ratificou o novo governo por 73 votos a 46.

Agora Netanyahu pode adiantar seu plano de estender a soberania israelense aos assentamentos judaicos e ao Vale do Jordão na Cisjordânia ocupada, território que os palestinos querem para seu próprio Estado independente.

“Essas regiões são onde a nação judaica nasceu e se levantou. É hora de aplicar a lei israelense sobre elas e escrever outro grande capítulo nos anais do sionismo”, disse.

Mas, embora Netanyahu tenha definido 1º de julho como ponto de partida para discussões de gabinete sobre a questão altamente controversa, não há um prazo público declarado para anexar as terras que Israel capturou na guerra do Oriente Médio em 1967.

Os palestinos se opõem veementemente a esse movimento, pedindo sanções internacionais contra Israel em resposta.

“Essas posições coloniais e expansionistas confirmam mais uma vez a inimizade ideológica (de Netanyahu) em relação à paz”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores palestino.

*Com informações de Jeffrey Heller e Nidal al-Mughrabi, da Agência Reuters.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).