Presidente Jair Bolsonaro diz que churrasco que anunciou era ‘fake’ e, agindo como um marginal, chama jornalistas de idiotas

Presidente Jair Bolsonaro, adepto da necropolítica e do comportamento marginal contra jornalistas.
Presidente Jair Bolsonaro, adepto da necropolítica e do comportamento marginal contra jornalistas.
Presidente Jair Bolsonaro, adepto da necropolítica e do comportamento marginal contra jornalistas.
Presidente Jair Bolsonaro, adepto da necropolítica e do comportamento marginal contra jornalistas.

Após inúmeras críticas, o presidente Jair Bolsonaro chamou de fake o churrasco que havia anunciado na quinta-feira para este sábado (09/05/2020) envolvendo cerca de 30 pessoas.

Em uma publicação no Facebook, reiterando comportamento marginal, Bolsonaro chamou de idiotas os jornalistas que criticaram o que chamou de churrasco fake e zombou do Movimento Brasil Livre (MBL), que, segundo ele, entrou com uma ação na Justiça contra o evento.

“Alguns jornalistas idiotas criticaram o churrasco FAKE, mas o MBL se superou, entrou com AÇÃO NA JUSTIÇA”, disse Bolsonaro na sua conta da rede social.

Na sexta-feira, o presidente já havia ironizado as críticas contra aglomeração social, num momento em que o país bate recordes de mortes e casos de coronavírus, afirmando que poderia receber cerca de 3 mil pessoas na confraternização na residência oficial.

“Quem estiver aqui amanhã a gente bota para dentro. Três mil pessoas no churrasco amanhã”, disse ele, aos risos e sob aplausos de apoiadores.

Na noite de quinta, no entanto, Bolsonaro não estava rindo quando anunciou o churrasco para, segundo ele, dar uma força ao ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, que passa por um momento difícil na vida pessoal.

“Estou cometendo um crime, vou fazer um churrasco no sábado aqui em casa e convidar o Wagner, ministro da CGU, ele vai trazer o filho dele 13 anos, e vamos bater um papo aqui, quem sabe fazer uma peladinha, alguns ministros, alguns servidores mais humildes que estão ao meu lado… deve ser uns 30, inclusive vai ter uma vaquinha, 70 reais, não vai ter bebida”, disse o presidente a jornalistas ao chegar ao Palácio da Alvorada naquele início de noite.

Na noite de sexta-feira, o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou mais 751 mortes em decorrência do coronavírus, atingindo a marca total de 9.897, enquanto o número de casos da doença no país teve alta diária de 10.222, chegando a 145.328.

Em rede social, Bolsonaro cita aumento do desemprego e questiona se o caos se aproxima

O presidente Jair Bolsonaro questionou numa rede social neste sábado se o país está se aproximando do caos devido ao aumento do desemprego, em meio à pandemia do novo coronavírus.

“O exército de desempregados cada vez aumenta mais. O caos se aproxima?”, publicou o presidente em sua conta no Facebook.

Desde o início da epidemia da Covid-19 no Brasil, Bolsonaro vem dando destaque aos efeitos econômicos negativos, especialmente no nível de emprego, da paralisação de atividades adotadas por governadores e prefeitos como forma de frear a disseminação da doença.

O presidente critica duramente essas medidas, apesar dos seguidos recordes de casos e mortes por coronavírus no país e de especialistas afirmarem que o chamado isolamento social reduz a propagação do vírus.

Mais de uma vez o presidente disse que a paralisação das atividades e aumento do desemprego levarão a saques e distúrbios no país.

*Com informações de Alexandre Caverni, da Agência Reuters.

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