Moro x Bolsonaro: Presidente volta a criticar ex-ministro nas redes sociais e o qualifica de ‘Judas’

Em 1º de janeiro de 2019, ao do presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro assinava ato de posse como Ministro da Justiça e Segurança Pública. 16 meses depois, o ex-juiz federal deixou governo de extremista e o acusou de atos de corrupção.
Em 1º de janeiro de 2019, ao do presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro assinava ato de posse como Ministro da Justiça e Segurança Pública. 16 meses depois, o ex-juiz federal deixou governo de extremista e o acusou de atos de corrupção.
Em 1º de janeiro de 2019, ao do presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro assinava ato de posse como Ministro da Justiça e Segurança Pública. 16 meses depois, o ex-juiz federal deixou governo de extremista e o acusou de atos de corrupção.
Em 1º de janeiro de 2019, ao do presidente Jair Bolsonaro, Sérgio Moro assinava ato de posse como Ministro da Justiça e Segurança Pública. 16 meses depois, o ex-juiz federal deixou governo de extremista e o acusou de atos de corrupção.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar duramente o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, insinuando que o ex-aliado o teria traído, sem levar adiante as investigações sobre a facada dada no presidente por Adélio Bispo.

Bolsonaro usou suas contas no Facebook e Twitter para divulgar um vídeo em que uma pessoa diz ter identificado vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime.

“Os mandantes estão em Brasília?”, questiona Bolsonaro, nas publicações. “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”, pergunta o presidente, referindo-se a Moro, que neste sábado (02/05/2020), presta depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da União.

“Nada farei que não esteja de acordo com a Constituição. Mas também NÃO ADMITIREI que façam contra MIM e ao nosso Brasil passando por cima da mesma Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, escreveu Bolsonaro.

O caso de Adélio Bispo já teve uma investigação feita pela PF e concluída em 2018, que apontou que não houve apoio externo à sua tentativa de matar Bolsonaro. Uma segunda investigação foi aberta e tem apontado para o mesmo caminho. Bolsonaro insiste que foi vítima de uma ação planejada e que haveria terceiras pessoas ligadas ao atentado.

Na manhã deste sábado, Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada sem falar com a imprensa. A apoiadores que estavam na entrada do local, disse que não será alvo de nenhum “golpe” em seu governo. “Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição”, afirmou o presidente. “Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, declarou.

Após o comentário, Bolsonaro entrou no carro e partiu. A assessoria do presidente não informou o destino de presidente ao deixar o Alvorada.

*Com informações de Amanda Pupo e André Borges, do Broadcast de Política do Estadão.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9393 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).