Ministério da Saúde divulga protocolo da cloroquina com assinatura de secretários

Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.
Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.

Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (21/05/2020) um documento com o novo protocolo para uso ampliado da cloroquina no tratamento da Covid-19 com a assinatura de sete secretários da pasta, em meio a questionamentos sobre a iniciativa em razão da falta de comprovação científica da eficácia do medicamento contra a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus.

O novo protocolo foi adotado na véspera e, durante entrevista coletiva do ministério sobre medidas para combate ao novo coronavírus, autoridades da pasta disseram que a proposta contou com apoio interno e externo. Contudo, o documento divulgado inicialmente não continha a assinatura de ninguém.

“Sobre a assinatura do documento das ‘orientações para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19’, o Ministério da Saúde informa que o tema vinha sendo discutido no âmbito do Ministério da Saúde por seu corpo técnico. Para deixar clara a participação e o envolvimento de todas as secretarias, os titulares das pastas assinaram o documento ainda na quarta-feira (20)”, disse o ministério em nota nesta quinta-feira.

Subscrevem o documento Mayra Isabel Correia Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde; Cleusa Rodrigues da Silveira Bernardo, secretária substituta de Atenção Especializada à Saúde; Robson Santos da Silva, secretário Especial de Saúde Indígena; Daniela de Carvalho Ribeiro, secretária substituta de Atenção Primária à Saúde; Vania Cristina Canuto Santos, secretária substituta de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde; Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde e Antônio Elcio Franco Filho, secretário-executivo substituto.

Mais cedo, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) tinha divulgado uma nota em que questionava o protocolo sobre o uso do medicamento e pediu união entre os três níveis de governo —federal, estadual e municipal— no combate à pandemia do novo coronavírus.

Na nota, os secretários de Saúde afirmam que o próprio protocolo sobre o uso da cloroquina nos estágios iniciais da doença lembra que não há comprovação científica da eficácia do medicamento contra a enfermidade respiratória causada pelo novo coronavírus e diz que o documento é de responsabilidade total do ministério, não tendo sido discutido com Estados e municípios.

O ministério mudou o protocolo de uso da cloroquina para recomendar sua adoção desde os sintomas iniciais da Covid-19 atendendo a exigência do presidente Jair Bolsonaro. Até agora, o uso da cloroquina no Brasil tinha um protocolo do ministério apenas para casos graves.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou na quarta-feira que não recomenda a utilização da cloroquina para o tratamento da Covid-19, diante da falta de comprovação científica de eficácia.

*Com informações de Ricardo Brito, da Agência Reuters.

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