Juiz Marcelo Bretas é citado em conversa de investigados em operação que prendeu empresário no Rio de Janeiro

Magistrado federal Marcelo Bretas atua no julgamento de processos do Caso Lava Jato no Rio de Janeiro.

Magistrado federal Marcelo Bretas atua no julgamento de processos do Caso Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele foi citado em conversas telefônicas interceptadas durante as investigações referentes à Operação Favorito.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, foi citado em conversas telefônicas interceptadas durante as investigações referentes à Operação Favorito, que na última quinta-feira (14/05/2020) prendeu o empresário Mário Peixoto, acusado de desvios em contratos com o governo estadual na área da Saúde, e o ex-deputado estadual Paulo Melo. As ordens de prisão foram emitidas pelo próprio Bretas.

A citação foi feita durante conversa entre um operador financeiro e um suposto sócio de Peixoto. Esse trecho da conversa não foi considerada importante pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável pela acusação a Peixoto, já que as partes não se referiam ao tema da investigação, as fraudes em contratos públicos.

A TV Globo divulgou nesta terça-feira (19) o suposto conteúdo da conversa. Segundo a emissora, em um dos trechos uma das pessoas diz: “O nosso Governador, o WW, ele tinha um parceiro que estava encobrindo as coisas dele, que é um ‘’tripolar’’, que é o nosso juiz, o Bretas. E de repente o Bolsonaro cooptou o Bretas”. Ao que o interlocutor resposta: “É, vai ser ministro”. E o primeiro continua: “E hoje, e hoje a ideia do Bretas é colocar o Witzel na cadeia”. As letras WW se referem ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Em outro trecho da conversa entre as mesmas pessoas, uma delas diz: “Eu sei porque o nosso amigo, o meu amigo lá, está em maus lençóis. Mas já botou uma tropa de choque”. O interlocutor diz: “Já está com a barba de molho.” E a primeira pessoa segue: “Não, botou uma tropa de choque pra trabalhar, e tá pagando um cachêzinho, aquele cachêzinho básico, R$ 500 mil para um, R$ 1 milhão para outro. Que ele não é brincadeira não. Só de janeiro e fevereiro são dois emergenciais. Um na CST Tecnologia, lá na Faetec, de R$ 35 milhões de reais na Átrio. E outro de R$ 26 milhões no Detran. Ele não tem jeito, ele é do c., aquele… mas por quê?” O outro responde: “Deixa eles se picarem”. E o primeiro então conclui: “Porque o Bretas não consegue pegar o WW, mas está querendo pegar um dos dois. Ou o amigo, o MP, ou o pastor”.

MP seria uma referência a Mário Peixoto, segundo a polícia.

A reportagem não conseguiu ouvir o juiz Bretas, nesta terça-feira, a respeito das menções a seu nome. À TV Globo, a assessoria da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro informou que ele não vai se manifestar.

*Com informações de Fábio Grellet, do Broadcast do Estadão.

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