Feira de Santana: Vereador propõe a criação de postos de cadastramento do auxílio emergencial e pede assistência aos mais carentes durante pandemia

Cadmiel Mascarenhas: pude observar o esforço que o Governo Municipal está fazendo para poder apresentar para Feira um hospital de campanha.
Cadmiel Mascarenhas: pude observar o esforço que o Governo Municipal está fazendo para poder apresentar para Feira um hospital de campanha.
Cadmiel Mascarenhas: pude observar o esforço que o Governo Municipal está fazendo para poder apresentar para Feira um hospital de campanha.
Cadmiel Mascarenhas: pude observar o esforço que o Governo Municipal está fazendo para poder apresentar para Feira um hospital de campanha.

Ao discursar na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, durante a sessão ordinária desta terça-feira (19/05/2020), o vereador Cadmiel Pereira (DEM) pleiteou pela instalação de postos de cadastramento, em locais estratégicos, a fim de garantir que os cidadãos em situação de vulnerabilidade social façam o cadastro para receber o auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal.

Com grande indignação, o vereador afirmou que uma parcela dos trabalhadores informais, autônomos e desempregados não possuem computadores ou smartphones com conectados à internet para acessar à plataforma do Governo Federal, impossibilitando a realização do cadastro para receber o benefício. Por esta razão, Cadmiel Pereira propôs a criação de postos de cadastramento, com computadores e servidores disponíveis para fazer o cadastro das pessoas que não têm acesso à internet.

Cadmiel Pereira também repudiou aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio à pandemia, visto que, de acordo com o parlamentar, os estudantes da rede estadual e municipal estão com as aulas paralisadas por completo e parte deles não possuem a estrutura adequada para estudar em casa. “É uma covardia manter o Enem neste momento em que os jovens da periferia e das escolas públicas não têm como acompanhar as aulas, enquanto, os alunos das escolas particulares, graças a Deus, estão tendo aula pela internet. Como vão fazer um Enem excludente a esses jovens que, neste momento, não podem concorrer no exame? Isso é um crime!”, protestou.

Ainda na tribuna, o edil registrou a sua visita no antigo Mater Dei, onde estão sendo concluídas as obras do hospital de campanha no município destinado exclusivamente aos casos graves de pacientes acometidos pela COVID-19. “Pude observar o esforço que o Governo Municipal está fazendo para poder apresentar para Feira um hospital de campanha”, declarou.

Em aparte, o vereador Isaías dos Santos – Isaías de Diogo (MDB) – abordou sobre as medidas de enfrentamento à pandemia. O parlamentar solicitou que a Guarda Municipal seja empregada na fiscalização do fechamento do comércio, visto que, de acordo com Isaías, grande parte dos estabelecimentos comerciais localizados em bairros periféricos desobedeceu o decreto e permaneceu em funcionamento.

Cadmiel Mascarenhas pede assistência aos mais carentes durante pandemia

O edil Cadmiel Pereira (DEM) chamou atenção de grandes empresas instaladas na cidade e autoridades, para a assistência aos mais carentes e necessitados neste período de pandemia.

“Tem multinacional instalada em Feira que, se estiver fazendo doações, está fazendo para outros locais. Cadê as doações da Nestlé? Da Pepsico? Cadê as ajudas aos pobres, pretos e periféricos? Não estamos vendo o trabalho social destas empresas. Estamos no momento em que o gari, o padeiro, a manicure, o pedreiro ouvem o ‘fique em casa’. Mas, não ouvimos o ‘fique em casa’ para os ricos. Estes últimos estão em casa, assistindo série, comprando e recebendo as melhores comidas em casa. Mas, os pais de família pobres estão em casa há mais de 2 meses, tendo recebido apenas uma cesta básica no início dessa pandemia”, pontuou Cadmiel.

E continuou. “Que ideia é essa? Somos uma cidade de 700 mil habitantes e como queremos ver esse povo vivo na próxima semana? Como vamos mandar as pessoas que moram nos residenciais do Minha Casa Minha Vida ficarem em casa, se não têm como trabalhar e ganhar dinheiro? Os repórteres da Globo mandam ficar em casa, mas eles estão trabalhando e recebendo seus salários. O desserviço social estabelecido por esta emissora está tão grande que não querem reconhecer que, além da COVID-19, tem cancêr, rins, coração, pressão alta, dengue, chicungunya. Mas, hoje tudo que acontecer, um espirro dado, é COVID-19. Vamos pegar os números e ver quantas pessoas morrem por outros motivos na cidade”, ressaltou.

Em aparte, o edil Eli Ribeiro (REP) informou que conhece uma família, onde estão 12 membros em uma casa de quarto e sala. “É fácil para o rico ficar em sua casa confortável, assistindo live. Mas, para quem é pobre, quem precisa sair e ganhar o dinheiro para comer não é fácil ficar em casa. Daqui a pouco as pessoas vão estar morrendo de fome, vai acontecer saques em mercados e mais. As pessoas precisam se cuidar, mas o pior será depois que esta pandemia passar porque as pessoas vão enfrentar problemas financeiros e psicológicos, como depressão”, avaliou.

De volta com a palavra, Cadmiel reforçou a importância da ajuda aos mais carentes. “Já viram campanha de ‘fique em casa’ feita por pessoas que moram em condomínios? Como ficam 10 membros de uma família em um apartamento do Minha Casa Minha Vida sem alimentos, sem internet, sem qualquer recurso? E ainda estão sendo culpados pela pandemia. Têm pessoas que acreditam que são estes que estão proliferando o vírus. Os CRAs, CREAs estão ouvindo os choros e lamentações das pessoas mais pobres. Convido os políticos e autoridades a andarem nos distritos e periferias de Feira. Eu visitei muitos distritos no final de semana e voltei em estado de nervos, pois ouvi e vir a realidade de muitas famílias”, revelou.

O edil afirmou mais que, se fosse prefeito solicitaria visitas às comunidades. “Hoje, se eu fosse o prefeito, fechava todas as secretarias e mandava os funcionários para as ruas virem de perto a realidade das pessoas e levar o retorno. Sabe o que vão perceber? Que a casa está caindo”, afirmou.

Também em aparte, o vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM) rebateu o discurso de Cadmiel. “Sabe o que é precisar de um respirador, de um leito de UTI e não encontrar? Ainda não temos um local para receber as pessoas doentes. Sabe o que é ter falta de ar e o médico ter que escolher quem vai para a UTI ou não. Poucas pessoas ainda vão conseguir leitos porque têm plano de saúde. Ontem foram 25 novos casos, será que o prefeito está errado? Será que ele, médico, está pensando errado? Ele fez o que pode, ele não queria fechar o comércio porque prejudica a economia. Vamos ter cuidado com o que falamos aqui, porque às vezes estamos atrapalhando o trabalho do prefeito”, analisou.

Para finalizar, Cadmiel garantiu que o discurso é a favor do povo. “É preciso assistir às pessoas que estão passando dificuldades em suas casas. Cadê os recursos que estavam separados para assistir essa pandemia? É preciso andar e ver onde estão os artistas, os esportistas, todas as categorias. Precisamos socorrer o povo de Feira de Santana”, findou.

Cadmiel Pereira discursa sobre capitalismo e pandemia

O vereador Cadmiel Pereira (DEM) utilizou para falar sobre a situação econômica que o país enfrenta devido à pandemia do coronavírus há mais de 2 meses, especialmente à atuação dos bancos neste cenário.

“O capitalismo não vive sem renda, sem mercado, sem comércio. O que todos os países reclamam no mundo é da Previdência. A Europa estava envelhecida, a Ásia também. Eles queriam trazer um número maior de riqueza e de mercado. A gente não acredita que existe essa perversidade, mas ela existe. E nossos idosos estão sofrendo com tudo isso”, afirmou o vereador.

O parlamentar acrescentou: “Aí os jovens não levam em consideração tudo isso e saem às ruas, a ponto de ter ocorrido uma festa em Lauro de Freitas com mais de 70 jovens, como se nada estivesse acontecendo! Jovens podem ser assintomáticos e podem ser canal de transmissão do coronavírus para os idosos!”.

Ainda segundo Cadmiel Pereira, as empresas demonstram sofrimento com a pandemia, mas não se vê o desespero dos bancos. “Eles não suspenderam juros nem mora. Vocês não viram bancos e financeiras perdoarem os idosos no Brasil; eles não reclamam da pandemia nem deixam de cobrar os juros e empréstimos consignados dos idosos. Eles querem que a pessoa que pegou dinheiro emprestado perca a casa, o carro… e quem vai comprar de volta, a preço de banana?! Eles, os bancos! O capital vive deste ciclo”, pontuou.

Para o parlamentar, “quem tem juízo guarda o dinheiro na poupança”. “Porque a gente compra um celular hoje, amanhã já está defasado; se compra um carro financiado, novo hoje, daqui uns meses perde valor. Estamos indo numa onda de psicose, de loucura por causa de um capitalismo selvagem, maldoso, perverso que só veio para nos destruir. Essa forma de explorar o trabalhador é inadmissível… como um cidadão mantem uma casa com um salário mínimo de R$1.000,00? Nós precisamos entender o mundo senão seremos instrumento de manutenção do que está aí”, refletiu.

Em aparte, o vereador Eli Ribeiro (REP) disse: “Vossa Excelência está dando uma aula aí. Eu já adotei algumas medidas há um tempo, uma delas é não comprar carro novo. Se eu tivesse louco, daria o valor que estão pedindo num carro novo, mas quando você vai revender, desvaloriza”.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 120551 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.