Extremista Jair Bolsonaro tenta transforma em Golpe pelo Poder, relato de crimes denunciados à PF e MPF pelo ex-ministro Sérgio Moro

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Extremista Jair Bolsonaro tenta desqualificar denuncia do ex-ministro de Sérgio Moro como Golpe pelo Poder, quando, de fato, são relatos e provas dos evidentes crimes praticados pelo presidente da República.
Extremista Jair Bolsonaro tenta desqualificar denuncia do ex-ministro de Sérgio Moro como Golpe pelo Poder, quando, de fato, são relatos e provas dos evidentes crimes praticados pelo presidente da República.
Extremista Jair Bolsonaro tenta desqualificar denuncia do ex-ministro de Sérgio Moro como Golpe pelo Poder, quando, de fato, são relatos e provas dos evidentes crimes praticados pelo presidente da República.
Extremista Jair Bolsonaro tenta desqualificar denuncia do ex-ministro de Sérgio Moro como Golpe pelo Poder, quando, de fato, são relatos e provas dos evidentes crimes praticados pelo presidente da República.

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã de sábado (02/05/2020) que não será alvo de nenhum “golpe” em seu governo. A declaração foi dada a um grupo de apoiadores que se aglomeravam em frente ao Palácio do Alvorada e foi uma medida desesperada do extremista de direita em tentar desqualificar a relação de crimes a serem apresentadas contra ele pelo ex-ministro Sérgio Moro, durante depoimento à Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF), ocorrido no sábado (02), em Curitiba.

“Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição”, disse Bolsonaro. “Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não”, declarou. Após o comentário, Bolsonaro entrou no carro e partiu, sem dizer exatamente ao que se referia. A assessoria do presidente não informou o destino de Bolsonaro ao deixar o Alvorada.

Bolsonaro enfrenta um momento de forte desgaste com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com o Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 20 de abril, ele participou de um ato público que pedia intervenção militar no País e o fechamento da Câmara e do STF.

Em entrevista ao Estado publicada neste sábado, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, disse que, numa democracia, a maneira de se administrar a decepção é com eleições. “Impeachment é a última opção”, afirmou. Sem se debruçar sobre acusações com potencial de levar Bolsonaro a deixar o governo depois de Dilma Rousseff (2016) e Fernando Collor (1992), o ministro foi taxativo: “É preciso que os fatos sejam graves, demonstrados”.

Neste sábado, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai prestar depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em Curitiba (PR) sobre as acusações de intervenção de Bolsonaro na PF.

Ontem, Bolsonaro esteve reunido por cerca de três horas com o novo ministro da Justiça, André Mendonça, no Palácio da Alvorada. O compromisso não contava na agenda oficial das autoridades.

Moro deixou o ministério na semana passada fazendo acusações diretas ao presidente e exibiu, no Jornal Nacional, da TV Globo, mensagem de Bolsonaro cobrando mudança no comando da PF, por causa de investigações envolvendo deputados bolsonaristas.

As informações levaram o ministro do STF Alexandre de Moraes a determinar a suspensão de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal no dia de sua nomeação, o que pegou o governo de surpresa e deixou Bolsonaro indignado. Se no dia o presidente disse que entendia e respeitava a decisão do Judiciário, no outro declarou que não tinha “engolido” ainda o assunto.

Na quinta-feira, 30, Bolsonaro declarou, em transmissão feita por meio de suas redes sociais, que tinha feito um “desabafo” ao avaliar como motivação política a decisão do ministro Alexandre de Moraes, de barrar a nomeação de Ramagem.

Bolsonaro voltou a insistir para que o STF reveja a decisão e pediu para que os ministros levem em conta o currículo do policial. Na PF desde 2005, Ramagem tem experiência no combate ao crime organizado e de colarinho branco, mas teve a indicação criticada por conta do lobby que os filhos do presidente fizeram para que ele fosse o escolhido em substituição a Maurício Valeixo.

*Com informações de Amanda Pupo, do Broadcast de Política do Estadão.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112926 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]