EMBRAER culpa queda em entregas de jatos a acordo fracassado com Boeing

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Linha de produção do avião-cargueiro militar KC-390 da EMBRAER.
Linha de produção do avião-cargueiro militar KC-390 da EMBRAER.
Linha de produção do avião-cargueiro militar KC-390 da EMBRAER.
Linha de produção do avião-cargueiro militar KC-390 da EMBRAER.

A Embraer esperava que a venda da divisão de aviação comercial para a Boeing impulsionasse as vendas dos jatos E2. Mas a Boeing desistiu do negócio no mês passado sob circunstâncias controversas.

Os números são o primeiro vislumbre do que está em jogo para a terceira maior fabricante de aviões do mundo. Analistas temem que a Embraer tenha dificuldades para competir com o duopólio Boeing-Airbus.

Os resultados da Embraer parecem incluir alguns cancelamentos de pedidos, algo que todas as fabricantes de aviões têm enfrentado desde que a pandemia de coronavírus levou o setor aéreo global a uma paralisação a partir das últimas duas semanas de março.

As encomendas firmes do avião mais vendido da Embraer – o E175, com capacidade para até 90 pessoas – caíram 15 jatos, sem contar os aviões que foram entregues no período. Incluindo as chamadas “opções” mais flexíveis, que também caíram 15 jatos. No geral, a carteira de pedidos para o jato é de 456.

As encomendas de outros modelos de aviões comerciais da Embraer permaneceram iguais.

A Embraer não comentou imediatamente os aparentes cancelamentos de pedidos.

Os números da Embraer foram baixos mesmo considerando que foi o primeiro trimestre, normalmente o mais fraco do ano. A empresa entregou 11 jatos comerciais em 2019 e 14 em 2018.

A companhia afirmou que as entregas tiveram “um impacto negativo” pela preparação em janeiro para concluir a transação com a Boeing.

Em janeiro, a Embraer enviou seus funcionários para casa por duas semanas e suspendeu a produção para se preparar para a venda do controle da divisão para a Boeing.

A empresa também disse que sua carteira de pedidos firmes a entregar, um indicador de receita futura, totalizou 15,9 bilhões de dólares em 31 de março, ante 16,8 bilhões no final de 2019.

As entregas de jatos executivos também caíram ligeiramente, para 9 entregas, em comparação com 11 no ano passado.

*Com informações de Marcelo Rochabrun, da Agência Reuters.

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