Aldir Blanc morre aos 73 anos de covid-19, no Rio de Janeiro

Aldir Blanc Mendes (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1946 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 2020) atuou como compositor e escritor.

Aldir Blanc Mendes (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1946 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 2020) atuou como compositor e escritor.

Morreu hoje (04/05/2020), aos 73 anos, o compositor e escritor brasileiro Aldir Blanc, por complicações causadas pela covid-19, depois de ficar mais de duas semanas na UTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela assessoria de Blanc. Ele havia sido hospitalizado em 10 de abril, com um quadro de pneumonia, pressão alta e infecção urinária. Uma semana depois, foi confirmada a infecção pelo novo coronavírus.

Nos anos 1960, Aldir dividia seu tempo entre a música e a medicina, curso em que se formaria com especialidade em psiquiatria. Foi nesta década que ele participou de diversos festivais da canção, compondo músicas interpretadas por Clara Nunes, Taiguara e Maria Creuza.

No início dos anos 1970, abandonou a medicina para se dedicar exclusivamente às artes. E foi nesta década que ele compôs o seu maior sucesso. Com a parceria de João Bosco e na voz de Elis Regina, o mundo conheceu O bêbado e o equilibrista.

Em 1978, publicou as crônicas Rua dos Artistas e arredores. Em 1981, Porta de tinturaria (1981). As duas obras foram reunidas, posteriormente, em 2006 na edição Rua dos Artistas e transversais, que ainda trouxe 14 crônicas escritas para a revista Bundas e para o Jornal do Brasil.

Vasco e Aldir Blanc são um caso de amor; Compositor sempre deixou clara a torcida por clube carioca

A morte do compositor Aldir Blanc não reverberou apenas no mundo da música, mas também no futebol. O esporte apareceu como tema em diversas canções do artista, que não escondia de ninguém o amor pelo Vasco da Gama. O clube carioca registrou pelas redes sociais: “Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento de Aldir Blanc, o Brasil e o mundo perdem com sua partida. Desejamos muita força aos familiares e amigos neste momento de profunda dor”.

Ao lado do historiador José Reinaldo Marques, Aldir escreveu o livro “Vasco, a Cruz do Bacalhau”. Em um dos trechos da publicação ele narra um episódio de sua infância que selou sua paixão pelo cruzmaltino: “Naquela tarde chuvosa, o goleiro do Bangu bobeou e Vavá marcou. Na arquibancada molhada, o negro e o português, por antecipação, tinham nas mãos o caneco de 56. Vejam vocês, aquela tarde, aos dez anos, não esquecerei. Voltei para a Rua dos Artistas, caí de cama, doido, com 40 graus, e, encolhido dentro de um pijama, contraí essa doença: ser Vasco da Gama”.

Aldir morreu aos 73 anos, nesta segunda (4), vítima do novo coronavírus (covid-19). O Vasco inaugura em julho um novo Centro de Treinamento. O departamento de comunicação do clube informou apenas que o novo espaço ainda não tem nome definido, mas, para grande parte da torcida, batizá-lo com o nome deste carioca, salgueirense, tijucano e vascaíno de quatro costados seria uma homenagem mais que merecida.

*Com informações da Agência Brasil.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).