Agência Nuclear divulga estudo sobre efeitos de plásticos à vida marinha animal

Apesar do problema ter sido trazido à tona há mais de uma década, os métodos de monitoramento de microplásticos ainda estão em fase de desenvolvimento.
Apesar do problema ter sido trazido à tona há mais de uma década, os métodos de monitoramento de microplásticos ainda estão em fase de desenvolvimento.
Apesar do problema ter sido trazido à tona há mais de uma década, os métodos de monitoramento de microplásticos ainda estão em fase de desenvolvimento.
Apesar do problema ter sido trazido à tona há mais de uma década, os métodos de monitoramento de microplásticos ainda estão em fase de desenvolvimento.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, lançou um alerta sobre a quantidade de microplásticos nos oceanos. O problema afeta animais marinhos, ecossistemas inteiros e os seres humanos.

As partículas mínimas de plástico podem ser facilmente ingeridas e penetrar órgãos do corpo. O risco de contaminação química e de teor tóxico é uma das preocupações dos especialistas.

Cientistas

Por isso, um grupo de cientistas da Aiea realizou um estudo sobre o efeito dos micro e nano plásticos, considerados partículas minúsculas e quase invisíveis a olho nu e até mesmo em aparelhos.

A análise foi publicada na revista especializada Ciência e Tecnologia Ambientais revelando que um terço das partículas de plástico avaliadas afetava diretamente as funções do peixe como comportamento, metabolismo e funções neurológicas.

Este monitoramento é fundamental para compreender o efeito da poluição plástica sobre a vida marinha animal e sobre seres humanos que ingerem produtos do mar.

Mônaco

A Aiea tem um laboratório radioecológico dedicado à pesquisa marinha em Mônaco.

Uma das propostas é investir em materiais mais apropriados ambientalmente como o plástico biodegradável que envolve técnicas isotópicas desenvolvidas pela Aiea.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, existem 8 milhões de toneladas sendo lançadas no mar todos os anos. Nesse ritmo, os mares terão mais plástico que peixes em 2050.

Sacolas

A poluição ambiental ocorre com restos de rede de pesca, sacolas plásticas e outros dejetos. As nanopartículas, por exemplo, são considerados perigosas e tóxicas por causa da dificuldade em identificá-las. Elas podem ser facilmente absorvidas pelo aparelho digestivo e de lá chegar a tecidos e órgãos do corpo.

Consequentemente, essas particular também podem interferir com vários processos psicológicos que vão de neurotransmissão ao estresse e níveis de imunidade de organismos marinhos de água doce.

Técnicas nuclares

Apesar do problema ter sido trazido à tona há mais de uma década, os métodos de monitoramento de microplásticos ainda estão em fase de desenvolvimento, e as técnicas nucleares podem ajudar a avançar a pesquisa por causa de sua precisão.

Para a Aiea, também é importante diferenciar o aspecto de toxicologia associado com as partículas plásticas dos efeitos de contaminação contidos nos plásticos lançados no oceano.

A pesquisa sobre os efeitos desses microplásticos em água doce e sobe os peixes ainda é limitada por isso a agência segue investigando o tema.

*Com informações da ONU News.

Redação do Jornal Grande Bahia
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