Vereador defende reabertura do comércio de Feira de Santana de forma gradual e articulada

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Cadmiel Pereira: como poderíamos findar o isolamento dessas pessoas neste momento? Imagine o tanto de infectados.
Cadmiel Pereira: como poderíamos findar o isolamento dessas pessoas neste momento? Imagine o tanto de infectados.
Cadmiel Pereira: como poderíamos findar o isolamento dessas pessoas neste momento? Imagine o tanto de infectados.
Cadmiel Pereira: como poderíamos findar o isolamento dessas pessoas neste momento? Imagine o tanto de infectados.

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (15/04/2020), na Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Cadmiel Pereira (DEM) repercutiu a possibilidade da reabertura do comércio de Feira de Santana. A sugestão do edil é que esta reabertura aconteça de forma articulada e gradativa.

“Que bom tratar um pouco sobre a reabertura do comércio. A Câmara é um lugar de debates. Quando o prefeito fez o decreto do isolamento, levou em conta a quantidade de escolas municipais, quantidade de alunos, de escolas estaduais e o isolamento destas pessoas está acontecendo e é importante. Como poderíamos findar o isolamento dessas pessoas neste momento? Imagine o tanto de infectados”, pontuou Cadmiel.

E continuou: “Estamos falando que alguns segmentos precisam voltar de forma articulada. Já temos mais de 4 mil curados no Brasil. Temos que pensar em pais de famílias, com quatro filhos, e recebendo apenas uma cesta básica. As pessoas precisam voltar às suas atividades. A Globo está criando uma situação de desastre no país, um terrorismo. Têm pessoas entrando em depressão pelo que está sendo compartilhado em redes sociais. Precisamos manter os cuidados, mas lembrando que os recursos das pessoas estão acabando. Os grandes bancos não terão prejuízos com essa quarentena, os cartões de crédito não anistiaram os juros do pagamento. Então, o isolamento é importante”, ressaltou.

Em aparte, o líder do Governo na Casa, vereador Marcos Lima (DEM) ressaltou a existência do distanciamento social. “Existe sim distanciamento social. Igrejas, escolas e faculdades não estão funcionando. Quem está na fila dos bancos é porque está em busca dos benefícios para comprar alimentos. Isso está acontecendo em todo o Brasil. É preciso manter esse distanciamento. Nas filas, as pessoas devem obedecer o distanciamento social, que não é toque de recolher. Claro que vai chegar o momento da reabertura do comércio de forma gradual. E, se as pessoas estão abrindo à meia porta, é porque precisam pagar o aluguel, o salário do funcionário, os impostos, a água e energia. O Governo está fazendo sua parte e nós a nossa. Prefeito nenhum quer sua economia parada, o importante é preservar a vida”, defendeu Marcos.

De volta com a palavra, Cadmiel parabenizou os empresários que estão mantendo o quadro de funcionários. “Parabéns aos empresários que, aos trancos e barrancos, estão se sustentando e mantendo seus funcionários e repudiar aqueles que estão se aproveitando do momento para demitir os seus. É preciso ter cuidado porque o país já tinha 12 milhões de desempregados e esse número pode dobrar por conta dessa pandemia. Sei que teremos lugares que demorarão dois anos ou mais para se recuperar. As igrejas estão reunindo os fiéis para orar e pedir a Deus misericórdia. Parabéns a Assembleia de Deus, que está trabalhando, ajudando aos mais carentes que estão sem alento. Muitos ministérios estão pedindo socorro aos irmãos para levar alimentos e roupas para serem doadas. Ai desse mundo se não fossem as igrejas”, avaliou.

Segundo Cadmiel, o comércio pode ser reaberto de forma gradativa e articulada. “Espero que após a sessão, os vereadores possam se reunir para propor uma agenda do Município em tempos de coronavírus. As crianças devem ficar em casa, mas podemos intercalar a reabertura do comércio, vamos sugerir a abertura alternada de determinados segmentos. Não é festa, é trabalho. Estamos com muitas pessoas desesperadas, pedindo socorro, dizendo que já estão pensando em se matar por conta das dificuldades”, sugeriu.

Também em aparte, o edil Eli Ribeiro (REP) parabenizou o prefeito por permitir a reabertura das igrejas. “Aí desse mundo se não fossem as igrejas. Lá é o lugar em que as pessoas se encontram com Deus. Lembro que no Carnaval repudiaram Jesus e hoje estão todos acuados em casa. Hoje, temos igrejas distribuindo lanches para os caminhoneiros nas rodovias. É o trabalho de Deus”, disse.

Novamente com o uso da palavra, Cadmiel parabenizou os jovens que atuam nas igrejas. “Eles estão trabalhando para ajudar os mais carentes. Eles arrecadam alimentos e levam para quem precisa, levam a todos os lugares. É uma ajuda, um auxílio, que fará a diferença. Ontem estive no bairro Panorama, na casa de um casal que passa por um momento difícil e assim como eu, muitos estão ajudando ao próximo. Eu acredito no amor. Sei que muitos vereadores estão recebendo pedido de ajuda e estão mandando seus assessores a vários lugares. Vereadores estão tirado de seus salários para ajudar o outro”, revelou.

E pediu discrição aos colegas que estão ajudando os mais necessitados. “Têm pessoas que com este isolamento foram pra fazenda, casa de praia. Tudo bem. Mas, não fiquem de lá falando mal de quem está aqui ajudando. Vereadores, deputados, prefeito, ninguém vai sair na rua ajudando e publicando. Nosso sacrifício é moral e pessoal, cada um dá de acordo com sua possibilidade. E peço aos colegas que não publiquem suas doações para evitar que sejamos julgados”, pediu.

Para finalizar, a edil Neinha Bastos (DEM) corroborou com o discurso do colega. “Vossa Excelência está falando tudo que eu estava pensando. Em ano de eleição, tudo que fazemos é usado contra nós, por isso não devemos postar o que estamos fazendo para ajudar”, pontuou. O vereador Zé Filé (PSD) seguiu na mesma linha dos colegas.

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