Secretário-geral da ONU diz que este não é o momento de reduzir recursos da Organização Mundial da Saúde

Secretário-geral da ONU, António Guterres e Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Secretário-geral da ONU, António Guterres e Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Secretário-geral da ONU, António Guterres e Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Secretário-geral da ONU, António Guterres e Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O secretário-geral das Nações Unidas disse esta terça-feira (14/04/2020) que deve ser apoiada a Organização Mundial da Saúde, OMS, “pois é absolutamente fundamental para assegurar o combate à covid-19”.

Em nota emitida pelo seu porta-voz, António Guterres destaca que a agência e o seu pessoal “estão na primeira linha apoiando os Estados-membros e suas sociedades, especialmente os mais vulneráveis entre eles, com orientação, capacitação, equipamentos e serviços concretos para salvar vidas humanas no combate ao vírus”.

Consequências

As declarações do chefe da ONU foram feitas na sequência do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que suspenderá os fundos da agência, enquanto aguarda uma revisão da resposta inicial à covid-19.

Guterres disse que tal como destacou em 8 de abril de 2020, a pandemia da covid-19 é um dos desafios mais perigosos que o mundo enfrenta sendo “sobretudo uma crise humana com graves consequências para saúde e socioeconômicas”.

Para o secretário-geral, o vírus “não tem precedentes e requer uma resposta sem precedentes”. Ele apontou que nessas condições é possível que “os mecanismos tenham tido leituras diferentes por diferentes entidades”.

O chefe da ONU sublinhou que depois de ser virada a página sobre a pandemia, deve haver um tempo “para olharmos para trás, entender como a doença surgiu e se espalhou tão rapidamente em todo o mundo, e como todos os envolvidos reagiram à crise”.

Casos

Até esta terça-feira, a OMS confirmou 1.848.439 casos e 117.217 mortes devido ao novo coronavírus em 213 países, áreas ou territórios.

Para o chefe da ONU, “as lições aprendidas serão essenciais para enfrentar desafios similares, que podem surgir no futuro, de uma forma efetiva. O representante destacou, no entanto, que está “não é a hora.”

Guterres sumblinhou que este também “não é o momento de reduzir os recursos para as operações da Organização Mundial de Saúde ou de qualquer outra organização humanitária que combate o vírus”.

Ele destacou que a união deve prevalecer, para que a comunidade internacional possa trabalhar em conjunto “em solidariedade, para impedir o vírus e suas consequências arrasadoras”.

Foi a 31 de dezembro passado que a agência da ONU foi notificada sobre o primeiro caso de pneumonia “de causa desconhecida” surgida na cidade de Wuhan, na China. Como parte da atuação da OMS, o surto foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, um mês depois.

*Com informações da Agência Brasil.

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