Resposta ao coronavírus deve ser baseada na solidariedade humana, diz OIT a Banco Mundial e FMI

Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Guy Ryder, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, instou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial a concentrarem sua resposta à pandemia de COVID-19 na “ajuda imediata aos trabalhadores e às empresas, a fim de proteger suas atividades e seus meios de subsistência, especialmente nos setores mais afetados e nos países em desenvolvimento”.

Ele afirmou que é preciso dar atenção prioritária ao impacto sobre as pequenas empresas, os trabalhadores desprotegidos e os trabalhadores na economia informal.

Consumidores em um shopping de Dar es Salaam, na Tanzânia, usam máscaras à medida que novas ações são implementadas após o anúncio de casos do novo coronavírus no país. Foto: ONU/ Stella Vuzo
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, pediu uma resposta imediata à pandemia da COVID-19 que seja centrada nas pessoas por meio da solidariedade global.

Em suas declarações escritas às Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, Ryder definiu como devastadores os impactos socioeconômicos e de saúde da pandemia, classificando a situação como a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.

O diretor-geral da OIT instou o FMI e o Banco Mundial a concentrarem sua resposta na “ajuda imediata aos trabalhadores e às empresas, a fim de proteger suas atividades e seus meios de subsistência, especialmente nos setores mais afetados e nos países em desenvolvimento”.

Ele afirmou que é preciso dar atenção prioritária ao impacto sobre as pequenas empresas, os trabalhadores desprotegidos e os trabalhadores na economia informal.

De acordo com a última edição do “Monitor da OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho” (em inglês), 81% da força de trabalho do mundo (ou 2,7 bilhões de pessoas) está em países onde o confinamento, obrigatório ou recomendado, foi estabelecido.

O estudo também mostra que as horas de trabalho diminuíram 6,7% no segundo trimestre de 2020, o equivalente à perda de 195 milhões de empregos em tempo integral.

Ryder exortou o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) e o Comitê de Desenvolvimento (DC) a apoiarem quatro respostas políticas inter-relacionadas.

Em primeiro lugar, estimular a economia e a demanda por mão de obra, usando as ferramentas fiscais e monetárias disponíveis e o alívio da dívida. O investimento público nos sistemas de saúde seria duplamente eficaz, como uma contribuição crucial para vencer a pandemia e criar empregos decentes.

Em segundo lugar, fornecer assistência imediata para sustentar as empresas, preservar empregos e apoiar a renda. Nesse contexto, Ryder destacou a necessidade de investir em medidas de proteção social que possam ajudar a mitigar os impactos mais graves da crise e atuar como um estabilizador econômico.

Em terceiro lugar, garantir a proteção adequada para todas as pessoas que continuam trabalhando durante a crise. Isso exige garantias de segurança e saúde no local de trabalho, com o estabelecimento de acordos de trabalho adequados, como teletrabalho e acesso à indenização por doença.

Em quarto lugar, fazer pleno uso do diálogo social entre governos e organizações de trabalhadores e de empregadores, que se mostrou útil na criação de soluções eficazes, práticas e equitativas para os tipos de desafios que atualmente enfrentamos no mundo do trabalho.

“A crise revelou os enormes déficits de trabalho decente que continuam a prevalecer em 2020 e mostrou a vulnerabilidade de milhões de trabalhadores diante de uma crise”, disse Ryder, citando as deficiências na cobertura de proteção social, a situação precária da muitas pequenas empresas e os pontos fracos nas cadeias de suprimentos globais.

Ele pediu ao FMI e ao Banco Mundial que resistam à pressão por austeridade e consolidação fiscal que pode surgir quando os primeiros sinais de melhoria econômica aparecerem e impedirem uma recuperação completa e sustentável.

A crise mostrou que hábitos e comportamentos podem mudar, acrescentou Ryder, destacando que as emissões globais de carbono podem diminuir em 4% devido ao confinamento total em 2020.

“Nosso objetivo deve ser reconstruir tudo melhor, para que os nossos sistemas sejam mais seguros, mais justos e sustentáveis do que aqueles que permitiram que essa crise acontecesse, e mais eficazes para amortecer as consequências de futuras crises sobre as populações de todo o mundo.”

Em tempos de crise, solidariedade é um dos principais mecanismos de superação das dificuldades humanas.

Em tempos de crise, solidariedade é um dos principais mecanismos de superação das dificuldades humanas.

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