Regulador dos EUA inicia apuração sobre mergulho do petróleo rumo a preço negativo

Em 3 de abril de 2020, na sala do gabinete da Casa Branca, o presidente Donald Trump participa de debate com executivos do setor de energia sobre a queda nos preços do petróleo na época da pandemia global de coronavírus e a disputa entre Rússia e Arábia Saudita para reduzir a produção.
Em 3 de abril de 2020, na sala do gabinete da Casa Branca, o presidente Donald Trump participa de debate com executivos do setor de energia sobre a queda nos preços do petróleo na época da pandemia global de coronavírus e a disputa entre Rússia e Arábia Saudita para reduzir a produção.
Em 3 de abril de 2020, na sala do gabinete da Casa Branca, o presidente Donald Trump participa de debate com executivos do setor de energia sobre a queda nos preços do petróleo na época da pandemia global de coronavírus e a disputa entre Rússia e Arábia Saudita para reduzir a produção.
Em 3 de abril de 2020, na sala do gabinete da Casa Branca, o presidente Donald Trump participa de debate com executivos do setor de energia sobre a queda nos preços do petróleo na época da pandemia global de coronavírus e a disputa entre Rússia e Arábia Saudita para reduzir a produção.

O órgão norte-americano de regulação de derivativos iniciou uma apuração sobre o “crash” do petróleo de segunda-feira, quando os contratos futuros da commodity nos Estados Unidos desabaram em cerca de 40 dólares por barril em 30 minutos, para garantir que o mercado funcionou de forma correta e justa, disse uma autoridade.

“Nós precisamos entender porque essa precificação aconteceu naquele lugar, naquele momento”, afirmou Dan Berkovitz, membro democrata da Comissão de Negociações de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), em entrevista à Reuters.

“Em uma situação como essa, procuramos todas as explicações possíveis, mas vamos dar uma olhada de perto nisso por causa da movimentação extrema dos preços”, acrescentou.

O valor de referência do petróleo nos EUA já recuou mais de 70% neste ano, diante de uma guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia e de uma desaceleração na demanda causada pela pandemia de coronavírus. Na segunda-feira, os operadores estavam sobrecarregados de oferta e lutavam para encontrar navios, vagões de trens e oleodutos suficientes para armazenar combustível.

A situação foi agravada pelo vencimento, no dia seguinte, do contrato maio do WTI, o que significa que os traders teriam que receber entregas de ainda mais petróleo. Em certo momento, diante desse cenário, operadores do mercado físico chegaram a pagar 40 dólares por barril a quem quisesse tirar o óleo de suas mãos.

Isso levou o contrato a cair abaixo da marca de 0 dólar pela primeira vez na história. Na ocasião, o vencimento fechou cotado a -37,63 dólares por barril.

O presidente da CFTC, Heath Tarbert, e a CME Group, operadora da bolsa onde é negociado o contrato de referência, disseram nesta semana que a volatilidade aparentou ter como motivação fundamentos de oferta e demanda, e não problemas do mercado financeiro.

No entanto, a queda livre gerou temores de possíveis negociações injustas ou falhas do sistema. O bilionário do petróleo Harold Hamm, aliado do presidente Donald Trump, pediu na terça-feira para que a CFTC instalasse uma investigação formal.

“Nós vamos examinar a causa raiz dessa movimentação, incluindo se houve quaisquer violações ao Ato de Negociação de Mercadorias que possam ter contribuído para isso”, disse Berkowitz.

Apurações sobre movimentos dramáticos do mercado, no entanto, podem levar anos.

*Com informações de Chris Prentice e de Devika Krishna Kumar, da Agência Reuters.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 110932 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]