Produção industrial da Bahia recua 3,2% de janeiro para fevereiro de 2020, mas cresce 3,3% frente a fevereiro de 2019, diz IBGE

Tabela do IBGE informa sobre dados de fevereiro de 2020 do setor industrial da Bahia.
Tabela do IBGE informa sobre dados de fevereiro de 2020 do setor industrial da Bahia.
Tabela do IBGE informa sobre dados de fevereiro de 2020 do setor industrial da Bahia.
Tabela do IBGE informa sobre dados de fevereiro de 2020 do setor industrial da Bahia.

Em fevereiro de 2020, a produção industrial da Bahia recuou (-3,2%) frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais, após ter registrado alta de 8,9% na passagem de dezembro/2019 para janeiro/2020. Foi o pior desempenho dentre os 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE.

De janeiro para fevereiro, a produção industrial brasileira teve variação positiva de 0,5%, com altas em 11 dos 15 locais pesquisados. Os melhores desempenhos foram registrados no Pará (7,2%) e Espírito Santo (5,9%). No outro extremo, além da queda na Bahia, destacou-se o recuo no Amazona (-2,2%).

Nessa comparação, o desempenho da indústria baiana foi o pior para um mês de fevereiro desde 2016, quando havia sido registrada queda de 14,6% frente a janeiro.

Apesar do resultado ruim no indicador com ajuste sazonal, frente a fevereiro de 2019, a produção industrial baiana cresceu 3,3%, sustentando um segundo resultado positivo seguido no confronto com o mesmo mês do ano anterior (havia crescido 8,3% em janeiro).

O desempenho da produção industrial da Bahia nessa comparação foi bem melhor que o nacional (-0,4%) e acompanhou o movimento de alta verificado em 10 dos 15 locais pesquisados.

Os melhores resultados nesse confronto vieram da indústria em Pernambuco (12,3%) e no Rio de Janeiro (9,7%), enquanto os piores foram registrados em Minas Gerais (-6,3%) e Espírito Santo (-4,5%).

Os bons resultados frente a 2019 fazem a indústria baiana mostrar crescimento de produção de 5,8% no acumulado nos dois primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Trata-se de um desempenho bem acima da média nacional (-0,6%) e o quarto melhor dentre as 15 áreas investigadas.

Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, a produção industrial da Bahia ainda acumula queda (-1,7%). O resultado está um pouco abaixo do verificado no Brasil como um todo (-1,2%) e se manteve estável em relação ao acumulado até janeiro (que também havia sido -1,7%).

O quadro a seguir mostra as variações da produção industrial brasileira e regional em fevereiro de 2020.

Fabricação de derivados de petróleo (+41,9%) e papel e celulose (+27,8%) seguem em alta e puxam novamente indústria baiana para cima em fevereiro

O crescimento de 3,3% na produção industrial da Bahia, na comparação com fevereiro de 2019, foi resultado do desempenho positivo da indústria de transformação (3,9%). A indústria extrativa, por sua vez, teve queda de produção (-7,7%).

Das 11 atividades da indústria de transformação pesquisadas separadamente no estado, 5 apresentaram avanços de produção. De forma similar ao que já havia ocorrido em janeiro, o resultado positivo do setor de transformação seguiu concentrado e teve forte influência da fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (41,9%) e de celulose, papel e produtos de papel (27,2%).

O segmento de derivados de petróleo é o de maior peso na estrutura industrial da Bahia e teve, em fevereiro, seu sétimo resultado positivo consecutivo, mostrando ritmo crescente de aumento da produção. O desempenho do mês teve influência, sobretudo, da maior produção de óleos combustíveis, diesel e naftas para a petroquímica.

Já o segmento de papel e celulose teve o segundo avanço da produção depois de sete quedas seguidas. Ainda assim, mostrou desaceleração no ritmo de crescimento em relação a janeiro, quando havia registrado alta de 31,6%.

No outro extremo, dentre as cinco atividades com queda de produção em fevereiro, os principais impactos negativos para o desempenho geral da indústria na Bahia vieram da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-21,3%) e da metalurgia (-48,0%).

O recuo na indústria automobilística em fevereiro atingiu todos os produtos investigados e veio após uma alta em janeiro (de 8,6%). Já a metalurgia mostrou o sexto recuo consecutivo na produção.

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