Pró-Brasil é visto como bomba fiscal por equipe econômica e traição do ministro Rogério Marinho, dizem fontes

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Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional do Governo Bolsonaro.
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional do Governo Bolsonaro.
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional do Governo Bolsonaro.
Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional do Governo Bolsonaro.

O plano Pró-Brasil para impulsionar a retomada do país com investimentos públicos após a crise do coronavírus foi visto como bomba fiscal pela equipe econômica e como uma traição do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que antes de assumir a pasta era peça proeminente do time do ministro Paulo Guedes, disseram fontes do Ministério da Economia.

Após a mobilização necessária junto ao Senado para desarmar ajuda aos governadores que tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados e considerada um cheque em branco, a avaliação da equipe econômica é que Marinho teria procurado ministros para colher sugestões de gastos para saída da crise.

“Então aparece o ‘Plano Marshall’ PAC do Marinho, disparando expectativas adversas de pauta bomba fiscal”, disse uma das fontes em condição de anonimato.

O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) foi tocado em governos petistas para promoção de grandes obras de infraestrutura. Dentro da atual equipe econômica, ele é considerado um erro, já que empregou recursos públicos maciços, mas não alavancou a atividade econômica de maneira sustentável.

Guedes é um árduo defensor da indução do crescimento por investimentos privados e seus secretários têm vindo a público nesta semana para bater nessa tecla, reiterando a importância das reformas passada a fase aguda da crise com o coronavírus. [nL2N2CA263]

Uma segunda fonte pontuou que a investida de Marinho representou uma decepção para a equipe econômica porque, quando ainda secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, ele foi elogiado diversas vezes por Guedes pela aprovação da reforma previdenciária.

Sua ida para o Desenvolvimento Regional foi apoiada pelo ministro da Economia, que viu na mudança uma janela para aumentar o alinhamento econômico com outras pastas da Esplanada.

Agora, a percepção é que Marinho teria “girado a chave” com propósitos políticos, mirando beneficiar o Nordeste com a promoção de obras públicas, disse a segunda fonte. Marinho, que relatou a reforma trabalhista aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer, tentou se reeleger sem sucesso deputado federal pelo PSDB no Rio Grande do Norte, em 2018.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou, via assessoria de imprensa, que cada pasta está levando sua sugestão de obras para um grupo de trabalho que ainda vai fechar a proposta.

O MDR tem um levantamento de obras que seriam retomadas a um custo de cerca de 180 bilhões de reais até 2024.

*Com informações de Rodrigo Viga Gaier e Marcela Ayres, da Agência Reuters.

Ministro Rogério Marinho e o presidente Jair Bolsonaro.
Ministro Rogério Marinho e o presidente Jair Bolsonaro.
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