Presidente Jair Bolsonaro nomeia André Mendonça como Ministro da Justiça e confirma Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal

Advogado-Geral da União, André Mendonça, é nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.
Advogado-Geral da União, André Mendonça, é nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.
Advogado-Geral da União, André Mendonça, é nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.
Advogado-Geral da União, André Mendonça, é nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro nomeou André Mendonça, que ocupava o cargo de advogado-geral da União, para substituir Sergio Moro no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública e confirmou o até então diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, no posto de diretor-geral da Polícia Federal no lugar de Mauricio Valeixo.

As nomeações foram publicadas nesta terça-feira (28/04/2020) no Diário Oficial da União, que também trouxe a substituição de Mendonça na Advocacia-Geral da União. O posto será agora ocupado pelo até então procurador-geral da Fazenda, José Levi Mello do Amaral.

Valeixo foi exonerado do comando da PF na sexta-feira, o que levou Moro a pedir demissão, alegando que Bolsonaro busca interferir politicamente na Polícia Federal e buscava colocar no comando do órgão alguém com quem tivesse interlocução direta e que lhe passasse informações, como os relatórios de inteligência feitos pela PF.

Inicialmente o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, também próximo da família Bolsonaro, era apontado como favorito para suceder Moro na Justiça, mas o presidente acabou optando por Mendonça, que tem perfil jurídico mais proeminente que Oliveira e já foi apontado como possível nome a ser indicado por Bolsonaro a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) quando uma cadeira na corte ficar vaga em novembro, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

Perfil

— André Mendonça, de 46 anos, é natural de Santos, em São Paulo, advogado, formado pela faculdade de direito de Bauru (SP). Ele também é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha; é pós-graduado em direito público pela Universidade de Brasília.

É advogado da União desde 2000, tendo exercido, na instituição, os cargos de corregedor-geral da Advocacia da União e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Recentemente, na Controladoria-Geral da União (CGU), como assessor especial do ministro, coordenou equipes de negociação de acordos de leniência celebrados pela União e empresas privadas.

— Alexandre Ramagem, que exercia o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é graduado em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ingressou na Polícia Federal (PF) em 2005 e atualmente é delegado de classe especial. Sua primeira lotação foi na Superintendência Regional da PF no estado de Roraima.

Em 2007, ele foi nomeado delegado regional de Combate ao Crime Organizado. Ramagem foi transferido, em 2011, para a sede do PF em Brasília, com a missão de criar e chefiar Unidade de Repressão a Crimes contra a Pessoa. Em 2013, assumiu a chefia da Divisão de Administração de Recursos Humanos e, a partir de 2016, passou a chefiar a Divisão de Estudos, Legislações e Pareceres da PFl.

Em 2017, tendo em conta a evolução dos trabalhos da operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, Ramagem foi convidado a integrar a equipe de policiais federais responsável pela investigação e Inteligência de polícia judiciária no âmbito dessa operação. A partir das atividades desenvolvidas, passou a coordenar o trabalho da PF junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Regional, com sede no Rio de Janeiro.

Em 2018, assumiu a Coordenação de Recursos Humanos da Polícia Federal, na condição de substituto do diretor de Gestão de Pessoal. Em razão de seus conhecimentos operacionais nas áreas de segurança e Inteligência, assumiu, ainda em 2018, a Coordenação de Segurança do então candidato e atual presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em 2019, Ramagem foi colocado como assessor especial da Secretaria de Governo, quando o general Carlos Alberto dos Santos Cruz ocupava o cargo. Em julho do ano passado, foi indicado para assumir a direção-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e voltou a ter contato muito próximo com o presidente.

Ramagem foi chefe da segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, assumindo depois do então candidato sofrer a facada em Juiz de Fora (MG). Durante esse período, tornou-se muito próximo dos filhos de Bolsonaro, especialmente do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PRB).

*Com informações de Eduardo Simões, da Agências Reuters e Brasil.

Alexandre Ramagem é nomeado diretor-geral da Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro.
Alexandre Ramagem é nomeado diretor-geral da Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro.
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