Presidente Jair Bolsonaro exonera diretor-geral da PF em meio a crise com ministro Sérgio Moro; Suspeita é que mudança de chefe da PF é tentativa de obstruir Justiça

Ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro
Ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro. Suspeita é que mudança de chefe da PF é tentativa de obstruir Justiça.
Ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro
Ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro. Suspeita é que mudança de chefe da PF é tentativa de obstruir Justiça.

O presidente Jair Bolsonaro exonerou Mauricio Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, mostrou edição extra do Diário Oficial da União publicada na madrugada desta sexta-feira, em meio a uma crise com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que ameaça deixar o cargo se não puder escolher pessoalmente o novo chefe da PF. A suspeita é de que a mudança do chefe da PF é tentativa de obstruir Justiça.

De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial, a exoneração de Valeixo ocorreu “a pedido”. O documento não nomeia um substituto para o cargo.

Valeixo foi uma escolha pessoal de Moro e é homem de confiança do ministro, que foi juiz da primeira instância na operação Lava Jato em Curitiba quando o agora ex-diretor-geral da PF era superintendente da corporação no Paraná.

Na quinta-feira (23/04/2020) uma fonte com conhecimento direto do assunto disse à Reuters que Valeixo deixaria o comando da Polícia Federal e que Moro trabalharia para indicar seu substituto. De acordo com essa fonte, que falou sob condição de anonimato, o ministro não aceita a escolha de um nome escolhido por Bolsonaro ou uma indicação política. Se isso ocorrer, de acordo com essa fonte, Moro vai deixar o governo.

A saída de Valeixo do comando da PF ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de um inquérito para apurar os organizadores de atos do domingo que pediram o fechamento da corte, do Congresso e uma intervenção militar.

Bolsonaro discursou de um dos atos em frente ao quartel-general do Exército em Brasília. O presidente, no entanto, não é alvo da apuração, que será conduzida pela PF e foi requerida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

O presidente também se aproximou nas últimas semanas de parlamentares do centrão, grupo de influentes partidos no Congresso e que têm parlamentares como alvo da operação Lava Jato.

*Com informações de Eduardo Simões, da Agência Reuters.

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