Na Bahia, vendas do varejo ficam estáveis de janeiro para fevereiro de 2020, mas recuam 0,7% frente a fevereiro de 2019

Tabela do IBGE apresenta dados sobre vendas do varejo da Bahia de janeiro para fevereiro de 2020.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre vendas do varejo da Bahia de janeiro para fevereiro de 2020.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre vendas do varejo da Bahia de janeiro para fevereiro de 2020.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre vendas do varejo da Bahia de janeiro para fevereiro de 2020.

Em fevereiro de 2020, as vendas do varejo na Bahia ficaram estáveis (0,0%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, depois de terem recuado (-6,7%) em janeiro de 2020.

Nessa comparação, o comércio varejista baiano teve um resultado pior que o do Brasil como um todo, onde as vendas cresceram 1,2%, com altas em 21 dos 27 estados.

Os destaques positivos ficaram com Tocantins (15,1%), Amazonas (3,5%) e Minas Gerais (2,7%). No outro extremo, Sergipe (-0,5%), Ceará (-1,7%) e Amapá (-3,8%) tiveram as quedas mais profundas.

Já na comparação de fevereiro/20 com fevereiro/19, as vendas do varejo baiano recuaram (-0,7%). Foi o primeiro resultado negativo no estado, após cinco altas seguidas. A Bahia foi também um dos dois únicos estados a apresentar desempenho negativo nesse confronto, ao lado do Ceará (-4,5%).

Frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do comércio varejista nacional cresceram 4,7%, com destaques positivos para Amazonas (13,6%), Paraíba (11,8%) e Tocantins (11,8%).

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Com o desempenho de fevereiro, as vendas do varejo baiano acumulam variação negativa nos primeiros dois meses de 2020 (-0,1%), frente ao mesmo período de 2019. É um resultado pior que o nacional (alta de 3,0%) e um dos 4 recuos entre os 27 estados.

No acumulado nos 12 meses encerrados em fevereiro (frente aos 12 meses anteriores), porém, o desempenho das vendas do comércio na Bahia se mantém positivo (1,7%), só um pouco abaixo do verificado no Brasil como um todo (1,9%) e acompanhando o movimento de alta registrado em 19 estados.

Frente a fevereiro/19, vendas caem em 7 das 8 atividades do varejo baiano, puxadas por vestuário (-6,4%); só combustíveis têm alta (8,0%)

Em fevereiro, na Bahia, 7 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2019.

Apenas as vendas de combustíveis e lubrificantes (8,0%) mostraram avanço no mês – o décimo aumento mensal consecutivo.

Com as duas maiores quedas no mês, os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-6,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-21,9%) deram, nessa ordem, as duas principais contribuições para o resultado negativo do varejo baiano como um todo.

Foi o 2o recuo seguido para as vendas de vestuário e o 20o para os livros, cujas vendas caem seguidamente desde julho de 2018.

Apesar da alta nas vendas de material de construção (1,2%), varejo ampliado recua (-2,5%) frente a fev/19, influenciado por automóveis (-8,6%)

Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano avançou (1,5%) frente a janeiro, na série livre de influências sazonais. Mostrou, assim, um resultado acima da média nacional (0,7%) e superior ao do varejo restrito no estado (0,0%).

Já na comparação com fevereiro de 2019, as vendas do varejo ampliado na Bahia recuaram (-2,5%), indo no sentido contrário ao desempenho do setor no Brasil como um todo (3,3%) e mostrando o segundo pior desempenho entre os estados – acima apenas do registrado no Rio Grande do Norte (-3,2%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Assim como ocorre com o varejo restrito, o desempenho acumulado do varejo ampliado baiano no dois primeiros meses de 2020 está negativo (-0,7%), frente a um aumento de 3,4% nas vendas em nível nacional. Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, a vendas do varejo ampliado na Bahia mantêm alta acumulada de 1,6%, ainda que abaixo do resultado do Brasil como um todo (3,6%).

Na comparação com fevereiro de 2019, o recuo no setor em geral (-2,5%) foi influenciado pelo desempenho negativo dos automóveis, cujas vendas caíram 8,6%. Já o segmento de material de construção teve alta de 1,2%.

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