Ministério da Saúde trabalha “full-time” para tentar aumentar testagem do coronavírus, diz Luiz Henrique Mandetta; Fracassos se acumulam no Governo Bolsonaro

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília.
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília.
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília.
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta terça-feira (14/04/2020) que a pasta está trabalhando “full-time” para aumentar a capacidade do país na realização de testes para o novo coronavírus, destacando que a intenção é chegar a 30 mil testes diários.Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva em Brasília.

Segundo o ministro, a pasta abriu um chamamento público para trabalhar com um pool de laboratórios públicos e privados para realização de testes RT-PCR para o diagnóstico da Covid-19, a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus.

Inicialmente serão feitos 3 milhões de testes deste modelo, mas essa quantidade vai aumentar a partir do momento em que novos testes forem adquiridos.

“Nós queremos fazer muito mais de 3 milhões (de testes). A preparação da central operacional é para 30 mil testes por dia”, disse Mandetta, em entrevista no Palácio do Planalto. De acordo com o ministério, até a semana passada o Brasil vinha realizando 4 mil testes por dia. Não há dados disponíveis sobre a testagem nesta semana.

O teste RT-PCR tem maior precisão no resultado, mas leva mais tempo para ser realizado do que o chamado teste rápido, que o Brasil possui em maior quantidade.

Inicialmente, o Ministério da Saúde era contra a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de realizar o maior número possível de testes para conter a disseminação do coronavírus, mas a pasta decidiu mudar de posição e aumentar a testagem diante do avanço da doença.

O ministro ressaltou que comprar mais testes tem sido uma “grande dificuldade”, e acrescentou que o ministério vem trabalhando “full-time” para conseguir aumentar a capacidade de testagem no país.

Na segunda-feira, pesquisadores de um consórcio de universidades e institutos do país apresentaram um estudo que afirma que o Brasil pode ter 12 vezes mais casos de coronavírus do que os divulgados oficialmente pelo governo, diante da subnotificação e falta de testes.

Questionado sobre a pesquisa, Mandetta citou que por essa conta os números de infectados no Brasil poderia estar perto de 300 mil, e disse que somente um inquérito epidemiológico da população vai responder sobre o assunto.

Conforme último balanço do ministério, o país registrou nas últimas 24 horas 1.832 novos casos, uma elevação de 8% em relação à véspera, levando a contagem total a 25.262 infectados. Em relação aos mortos, o país registrou nesta terça-feira o maior número diário desde o início do surto, com 204 óbitos, totalizando 1.532.

O secretário-executivo o ministério, João Gabbardo, disse que o país tem 14.026 pacientes recuperados de coronavírus, o que representa 55% das pessoas que tiveram diagnóstico comprovado. Essa foi a primeira vez que o ministério apresentou um levantamento de pessoas consideradas curadas.

*Com informações da Agência Reuters.

Redação do Jornal Grande Bahia
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