Líbia: ONU avisa que ataques a hospitais podem ser considerados crimes de guerra

Envolvidos seriam as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional e rebeldes liderados pelo general Khalifa Haftar.
Envolvidos seriam as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional e rebeldes liderados pelo general Khalifa Haftar.
Envolvidos seriam as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional e rebeldes liderados pelo general Khalifa Haftar.
Envolvidos seriam as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional e rebeldes liderados pelo general Khalifa Haftar.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou com veemência os bombardeios que acontecem pelo segundo dia consecutivo no Hospital Geral Al Khadra em Trípoli, na Líbia.

Agências de notícias citam relatos das autoridades do distrito de Abu Salim dando conta de fortes explosões ao redor do hospital na segunda-feira (06/04/2020) durante os bombardeios. Os envolvidos seriam as forças do governo reconhecido pela comunidade internacional e rebeldes liderados pelo general Khalifa Haftar.

Feridos

Após a operação, agências de notícias informaram que veículos teriam sido danificados no terreno do hospital e pelo menos cinco pessoas foram feridas no ataque. Outros pacientes do hospital foram evacuados.

Nesta quarta-feira (08/04/2020), o Conselho de Segurança realiza uma reunião fechada para debater a situação na Líbia.

No comunicado, Guterres condena os contínuos ataques ao pessoal médico, aos hospitais e instalações médicas, particularmente em “um momento crítico para impedir a propagação da pandemia de covid-19”.

De acordo com autoridades de saúde, o país já confirmou pelo menos 18 casos de contaminação pelo vírus. A Líbia está em conflito desde a revolta popular de 2011.

Crimes

O chefe da ONU lembra a todas as partes do conflito que o pessoal médico, hospitais e centros de saúde estão protegidos pelo Direito Internacional Humanitário e que “os ataques podem ser considerados crimes de guerra”.

O apelo do secretário-geral é que as partes observam o cessar-fogo global e uma pausa humanitária para salvar vidas. A meta é permitir que as autoridades e seus parceiros dediquem todos os esforços para impedir a propagação da covid-19.

*Com informações da ONU News.

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